quinta-feira, 12 fevereiro, 2026 18:20
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Ministério Público do MS se posiciona contra a Taxa de Conservação Ambiental em Bonito

de @bonitonet
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O Ministério Público Estadual (MP-MS) deu um passo decisivo no questionamento jurídico sobre a Taxa de Conservação Ambiental (TCA) em Bonito. Em manifestação favorável a uma Ação Popular, a Promotoria de Justiça recomendou a suspensão imediata da cobrança até que pontos críticos sobre sua legalidade e a transparência na aplicação dos recursos sejam esclarecidos.

A ação, movida pelo advogado Oswaldo Meza, contesta o Artigo 53 da Lei Complementar Municipal nº 162/2021. O parecer técnico do MP indica que a estrutura da taxa pode apresentar irregularidades constitucionais.

Os principais pontos de dúvida do MP

Para o Ministério Público, uma taxa só é legítima quando vinculada a um serviço público específico ou ao exercício do poder de polícia. No caso da TCA, o parecer levanta as seguintes suspeitas:

  • Bitributação (Bis in idem): Possível cobrança duplicada para finalidades que já estariam cobertas por outros tributos municipais.
  • Falta de Transparência: Ausência de contrato no Portal da Transparência detalhando a intermediação da arrecadação por empresa privada.
  • Ambiguidade na Destinação: Termos genéricos como “conservação ambiental” e “assistência pré-hospitalar” não detalham como o dinheiro do turista é, de fato, revertido em benefício direto.

A taxa ainda está valendo?

Sim. É importante destacar que a manifestação do MP é um parecer consultivo. A decisão final sobre a liminar (suspensão temporária) cabe agora ao Juiz de Direito responsável pelo caso.

CenárioConsequência
Liminar ConcedidaA cobrança é interrompida imediatamente até o fim do processo.
Liminar NegadaA prefeitura continua arrecadando a taxa enquanto a ação tramita.

O que o Município deve provar

O Ministério Público solicitou que a Prefeitura de Bonito apresente provas concretas sobre a operação do tributo, incluindo a comprovação do efetivo exercício do poder de polícia ambiental e a inexistência de sobreposição com outros impostos.

A TCA segue como um tema sensível na região, dividindo opiniões entre a gestão pública, que defende a necessidade de recursos para o ecoturismo, e o setor empresarial, que teme os impactos da carga tributária na atratividade do destino.

Fonte: DiárioMS

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