Mato Grosso do Sul terá trimestre mais quente e chuva dentro da média, prevê Inmet

Mato Grosso do Sul deve enfrentar temperaturas acima da média entre julho e setembro de 2026, enquanto os volumes de chuva tendem a permanecer dentro do padrão climatológico, segundo o Boletim Agroclimatológico Mensal do Instituto Nacional de Meteorologia. No norte do Estado, o calor poderá ficar até 2°C acima da média histórica, condição que deve influenciar o armazenamento de água no solo e o planejamento da próxima safra.

A previsão indica que o centro-sul sul-mato-grossense começará o trimestre com níveis de água no solo superiores a 50% da capacidade disponível. Em agosto e setembro, porém, as áreas com esse patamar deverão ficar concentradas no sul do Estado, enquanto outras partes do Centro-Oeste poderão registrar índices inferiores a 20%.

Segundo o boletim, a combinação entre chuva dentro da média e temperaturas mais elevadas deve criar períodos de tempo mais firme e seco, condição favorável à maturação e à colheita do milho segunda safra e do sorgo. O cenário também poderá facilitar a abertura dos capulhos do algodão e reduzir a umidade dos grãos e das fibras durante as operações de campo.

O sul de Mato Grosso do Sul deverá apresentar baixos valores de déficit hídrico ao longo do trimestre, com maior equilíbrio entre a demanda de água pela atmosfera e a umidade disponível no solo. Nas demais áreas da região, a redução da água armazenada poderá limitar cultivos conduzidos sem irrigação e diminuir o crescimento das pastagens.

Em setembro, a deficiência hídrica coincidirá com o início da semeadura da safra de soja 2026/2027. O boletim aponta que a germinação e a emergência das plantas dependerão da regularização das chuvas durante a primavera e da disponibilidade de umidade no solo.

Junho teve chuva elevada no leste de MS

A análise de junho mostra que os maiores acumulados de chuva do Centro-Oeste foram registrados em Mato Grosso do Sul. Três Lagoas somou 163,4 milímetros, Paranaíba chegou a 156 milímetros e Cassilândia registrou 137,8 milímetros no mês.

As chuvas mantiveram o armazenamento de água no solo acima de 50% da capacidade disponível nas porções centro-sul e leste do Estado, favorecendo o desenvolvimento do milho segunda safra e a recuperação de pastagens afetadas pela falta de água nos meses anteriores. No noroeste sul-mato-grossense, a menor frequência de precipitações provocou redução da umidade do solo.

As menores temperaturas mínimas médias do Centro-Oeste também foram registradas em Mato Grosso do Sul durante junho. Amambai teve média de 10,7°C, Sete Quedas marcou 11,2°C, enquanto Ponta Porã e Maracaju registraram 12,3°C.

Fonte:AgroSoja

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