A SES (Secretaria Estadual de Saúde) investiga duas mortes suspeitas de dengue em Mato Grosso do Sul neste ano. O Estado já acumula 1.470 casos suspeitos da doença, que é causada pelo mosquito Aedes Aegypti. Em 2025, foram 20 óbitos relacionado à dengue confirmados em MS.
A chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito, já matou três pessoas em Mato Grosso do Sul neste ano. Bebê de apenas três meses é o caso mais recente. Ele apresentou sintomas no dia 6 e morreu na terça-feira (10). As outras vítimas são um homem de 73 anos, que não tinha comorbidades; e uma mulher de 69 anos, indígena, com hipertensão arterial e diabetes. Os três morreram em Dourados, cidade a 225 km da Capital.
Estas informações foram confirmadas em boletins epidemiológicos divulgados pela SES na sexta-feira (13), com dados atualizados até a primeira semana de março. A evolução semanal das duas doenças não era publicada pela pasta desde 21 de fevereiro, mesmo com os óbitos – confirmados ou em investigação – relatados na semana epidemiológica que terminou no dia 28 daquele mês.
Números da dengue
O gráfico de evolução semanal dos casos prováveis mostra que a dengue está em ascensão no Estado. O número de casos subiu de 254 na última semana de fevereiro, para 463 na primeira semana de março. Com relação ao mesmo período do ano passado, 2026 superou em 17 casos prováveis. Confira o gráfico:
No estado, a incidência de dengue é de 53,3 casos prováveis por 100 mil habitantes. Cinco cidades de Mato Grosso do Sul lideram o a incidência no Estado:
- Vicentina: 28 casos, incidência de 441,9;
- Corumbá: 334 casos, incidência de 346,9;
- Douradina: 19 casos, incidência de 340,6;
- Sete Quedas: 35 casos, incidência de 318,4;
- Antônio João: 29 casos, incidência de 311,7 casos.
A vacinação contra dengue está disponível na rede pública de saúde. Conforme o boletim da SES, o Estado recebeu 241.030 doses. Foram aplicadas 147.123 primeiras doses (73,79% de cobertura), e 88.420 de segundas doses. Ou seja, 44,34% do público alvo está completamente imunizado.
Capital
Campo Grande tem 238 notificações por dengue desde o início do ano, mas sem casos graves nem mortes suspeitas pela doença, conforme o Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde).
A incidência de dengue é de 26,51 em Campo Grande. No entanto, os bairros Chácara dos Poderes, Itanhangá, Veraneio, Centenário e Santo Antônio registram incidência maior que a média municipal, considerada muito alta pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).
Ainda conforme o Cievs, foram utilizados 61,88 litros de inseticida na cidade para combate à dengue neste ano. Agentes de endemia visitaram 29 mil residências e encontraram focos do mosquito em 819 delas.
A reportagem pediu à SES mais informações sobre os dois óbitos suspeitos, além de divulgação dos dados relacionados à chikungunya e dengue na última semana (8 a 14 de março), e aguarda resposta.