O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abandonou uma entrevista coletiva nesta terça-feira (25) ao ser questionado sobre as suspeitas de tráfico de influência que pairam sobre seu filho, Fábio Luís da Silva, o “Lulinha”. O episódio ocorreu durante uma celebração pelo Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, em Brasília.
Além das perguntas sobre Lulinha, a imprensa questionou o presidente sobre a participação de seu antigo chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como “Marcola”. O presidente não respondeu e deixou o local.
Em campanha para reeleição, mais cedo, no entanto, ele voltou a defender investimentos em defesa para proteger o território e as empresas do Brasil.
“A defesa não pode ser para quando sobrar dinheiro. Temos que preparar o país não para a guerra, mas para a paz, e defender nosso território e nossas riquezas”, disse. Ele ainda exaltou a integração de mulheres ao serviço militar. “Para um país e Forças Armadas com uma cultura machista, isso é mais do que uma evolução, é uma revolução comportamental”, declarou.
Investigações sobre Lulinha
A apuração da Polícia Federal (PF) sobre Lulinha surgiu como desdobramento das investigações do esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS — caso que resultou na prisão de diversos suspeitos e colocou o “Careca do INSS” no centro do escândalo. Lulinha não é investigado nessa frente, mas suspeitos dos desvios apareceram ligados a ele nas apurações.
Segundo a defesa de Lulinha, não há nos elementos citados pela PF indicação de ato de ofício praticado em benefício dos envolvidos, suspeita de desvio de recursos públicos ou ligação direta entre seu cliente e as fraudes no INSS. A defesa sustenta que faltam comprovações de vínculo formal entre Lulinha e os investigados, embora reconheça que indícios como o pagamento de uma viagem a Portugal fundamentem as investigações.
Fonte: GazetadoPovo