sexta-feira, 17 abril, 2026 20:55
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Justiça autoriza mudança de cidade a empresário réu por corrupção em Bonito

de Redação Bonitonet
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Em 7 de outubro de 2025, o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), deflagrou a Operação Águas Turvas, contra uma organização criminosa que teria fraudado licitações que somam R$ 4.397.966,86. 

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em Bonito, Campo Grande, Terenos e Curitiba (PR). Agentes estiveram na Prefeitura Municipal de Bonito.

O secretário de Administração e Finanças de Bonito, Edilberto Cruz Gonçalves, a diretora do setor de Licitações, Luciane Cinthia Pazette, o empreiteiro Genilton da Silva Moreira, o empresário Carlos Henrique Sanches Corrêa e o corretor de imóveis Luis Fernando Xavier Duarte — que foi solto após pagar fiança por porte de arma — foram presos.

A investigação do Gecoc identificou um grupo que atuava fraudando constantemente licitações de obras e serviços de engenharia em Bonito desde 2021. São vários certames fraudados simulando concorrência e prevendo exigências para favorecer as empresas investigadas.

Servidores públicos integravam o esquema e repassavam informações privilegiadas a empresários, além de organizarem a fraude licitatória para ajudar as empreiteiras a vencerem. Em troca, recebiam vantagens indevidas.

Fiscal pedia ‘benção’ a empreiteiro

A peça-chave das investigações é o empreiteiro Genilton, da Base Construtora e também controlador da empresa da esposa, Nádia Mendonça Lopes — em prisão domiciliar — a Lopes & Lopes.

Conforme relatório de investigação do Gecoc, Carlos Henrique, em uma das licitações apontadas pelo Gecoc como fraudulentas, pede autorização a Genilton para inserir planilhas referentes às obras que ainda seriam licitadas.

Em conversas extraídas de celulares apreendidos dos investigados, o Gecoc identificou que Carlos perguntou a Genilton se determinada planilha da obra poderia ser encaminhada “para frente”. “Ou seja, se ele poderia dar andamento aos trâmites para a formalizar a licitação pública”, diz trecho do relatório.

Conforme o relatório, é evidente que o empreiteiro tinha “poder de decisão” sobre documentos públicos que integrariam licitação.

Fonte:MM

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