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‘Trend do corretivo’ viraliza entre alunos e deixa escolas de Mato Grosso do Sul em alerta

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As trends se tornaram a nova moda da internet, pequenos desafios compartilhados que, normalmente, geram milhares de visualizações. Uma das últimas a ganhar notoriedade foi a ‘trend do corretivo’, em que alunos inalam pó de corretivo no intuito de simular estarem utilizando entorpecentes.

Os vídeos surgiram em uma rede comumente usada por pessoas de menor idade e rapidamente se espalhou para outras mais amplas. O assunto causou espanto para pais e colegas e colocou secretarias de educação de todo o país em alerta, inclusive em Campo Grande, onde ainda não há registros de que o desafio tenha ocorrido em salas de aula.

O assunto possui uma série de facetas e as motivações que levam uma criança a realizar tal trend são variadas, explica a mestre em psicologia, Luisa Freira. A profissional afirma que os pais necessitam ficar atentos ao que os filhos consomem na internet e dialogar sobre as questões que causam preocupação, sem medo de estar “apresentando o conteúdo”.

Luisa Freira afirma que o diálogo entre pais e filhos é a melhor saída para impedir que crianças e adolescentes sejam influenciados por trends da internet. “Alguns pais não têm uma expertise de como usar esses aplicativos. A melhor saída é o diálogo. Perguntar se na escola da criança os colegas estão fazendo o desafio ou a trend e também perguntar a opinião da criança, o que ela acha do assunto”, comentou.

A psicóloga explica que utilizar um método impositivo pode trazer efeitos contrários aos filhos e o ideal é, por meio do diálogo, apresentar os malefícios de realizar tal ato. “Os pais podem apresentar os problemas físicos de realizar o desafio e buscar entender o que eles [filhos] têm a dizer. Não é preciso apresentar o assunto de forma minuciosa, como fazer cada coisa, mas de uma forma geral e explicar”, comentou.

“Temos que entender o que está em jogo. É popularidade que a criança busca? Se for, o pai pode apresentar ou ajudar a apresentar outros caminhos para que ele ganha popularidade na internet sem precisar aderir a trends perigosas. Questione, ‘é assim que você quer ser visto?’. É preciso dar o direcionamento correto” finalizou.

Assunto já conhecido nas escolas

Em Campo Grande, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) explica já possuir conhecimento da trend e afirma que qualquer ocorrência relacionada ao uso de drogas, lícitas ou ilícitas, ou substâncias tóxicas no ambiente escolar, a direção deve entrar em contato com os responsáveis pelos alunos envolvidos, adotando providências restaurativas que preservem o direito à Educação.

A secretaria afirma que casos ainda não foram registrados em escolas da Reme (Rede Municipal de Educação) e ressalta ações do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), coordenado pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Em nota, a secretaria também relembra os deveres dos responsáveis sobre o assunto, que “devem ficar atentos aos conteúdos consumidos por nossas crianças e adolescentes em casa”, enfatiza.

SED (Secretaria de Estado de Educação) também afirma não possuir relatos de casos onde crianças estariam participando da ‘trend do corretivo’ em escolas da REE (Rede Estadual de Ensino) e afirma monitorar e orientar os gestores sobre como proceder.

Sem casos nas delegacias

O delegado adjunto da Denar (Delegacia Especializada em Repressão ao Narcotráfico), Hoffman D’Avila, ressaltou que, até o momento, não soube de nenhuma denúncia na polícia envolvendo a questão do corretivo líquido.

No entanto, ele diz que a polícia está atenta a questões que estimulem o consumo de drogas, principalmente, quando envolvem menores de idade. Hoffman também relembra que os policiais civis realizam palestras em escolas da cidade sobre os perigos de envolvimento com o tráfico e até mesmo caso alguém pense em experimentar algo ilícito, já que isso pode acarretar grandes problemas para este indivíduo.

 

Fonte:MM

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