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Fogo destrói loja do Atacadão em Campo Grande

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Há 3 anos incêndio grave em comércio de Campo Grande não causava mobilização e prejuízo. O último ocorreu em 2017, em loja de borrachas no Centro da Capital. Mas nem de perto se compara as imagens deste domingo (13). Mesmo sem poder entrar, do lado de fora é possível ver a destruição total no interior do Atacadão da Avenida Duque de Caxias.

Ferro retorcido e estrutura metálica à mostra foi o que sobrou de um salão dominado pelas chamas durante quase 6 horas. Na frente, ainda é possível ver os carrinhos abandonados pelos clientes com alguns produtos. Parte do teto metálico da área dos fundos, onde fica a descarga de produtos, cedeu e está torta.

Além de 11 viaturas e 50 bombeiros, Infraero e Exército ajudaram na força-tarefa para debelar o fogo e evitar que casas ao lado fossem atingidas. Depois de 6 horas de trabalho intenso, o fogo foi controlado, mas as equipes ainda trabalham no local, para resfriar a área e evitar que o incêndio recomece.

A causa do incêndio ainda depende de perícia, mas clientes que estavam no interior da loja registraram o momento em que o fogo começou. Labaredas enormes surgiram no interior do Atacadão  por volta das 17h. Minutos depois, a fumaça preta já era vista a quilômetros dali. Segundo testemunhas, as chamas começaram no alto de prateleiras no setor de limpeza.

O prédio, que estava cheio no momento, foi evacuado, funcionários tentaram combater o fogo, mas com estrutura questionada por clientes que reclamaram de ser usada apenas uma pequena mangueira. Logo o incêndio dominou o prédio que tem 8 anos de funcionamento.

Inaugurada em 2012, a unidade do Atacadão, na Avenida Duque de Caxias teve à época investimento de R$ 34 milhões. A loja emprega 287 funcionários de forma direta. Apesar do susto, nem trabalhadores, nem clientes ficaram feridos.

O estoque continha muitas caixas e madeiras, onde eram guardados os produtos, o que piorou ainda mais a situação, dando mais material para as chamas ganharem força. A maior preocupação era com deposito de óleo diesel nos fundos, usado para abastecer o gerador do Atacadão.

Por isso, a avenida foi bloqueada, assim como os quarteirões ao fundo do prédio. O bairro é residencial e moradores foram orientados a sair de casa e retirar botijões de gás para evitar explosões com o calor.

Os bombeiros também utilizam produto chamado líquido gerador de espuma, que é usado em caso de acidentes aéreos, que faz temperatura diminuir e consequentemente as chamas.

Quem passou pela avenida Duque de Caxias no fim da tarde, ficou chocado com as cenas e registrou o medo diante das chamas.

4º incêndio em 8 anos –  Até o fogo deste domingo, o incêndio na loja Planeta Real era considerado o mais grave da história recente Campo Grande. Em maio de 2013, 80 homens do Corpo de Bombeiros trabalharam para conter as chamas na loja da Avenida Afonso Pena. O Centro parou naquele dia e cerca de 70 mil litros de água foram usados. Todas as mercadorias expostas em mais de 2 mil m² queimaram. Até a área reservada aos peixes, que eram atração no local, acabou com as chamas.

Antes, em dezembro 2012, outro incêndio de grande proporções destruiu a loja Atacado Paulistão, localizada na Avenida Costa e Silva, Vila Progresso. Em 2007 outra unidade da mesma rede havia pegado fogo na Rui Barbosa. O incêndio mais recente ocorreu em junho de 2017, na Casa das Borrachas, na Fernando Corrêa da Costa.Problema no sistema elétrico provocou o fogo. Naquele dia o trabalho foi menos complicado, durou cerca de 1 hora, com 28 mil litros de água consumidos.

Outra diferença neste domingo foi a utilização da escada Magirus, com 60 metros de altura. Depois de anos parada, desde março estava a disposição dos bombeiros e lamentavelmente estreou no combate ao fogo no Atacadão.

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