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Pandemia fez Vanessa explorar cachoeiras e paraísos em MS

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Apesar da paixão de já ter conhecido 56 países, não há lugar no mundo que substitua a admiração da dentista Vanessa Hoffmann Boretti, 33 anos, pelo pôr do sol sul-mato-grossense. Pelo menos, ela nunca deu a sorte de ver outra mistura de cores como a que ocorre no nosso Cerrado. Esse foi um dos motivos que a fez explorar com todo fervor as belezas de Mato Grosso do Sul durante a pandemia.

Vanessa trabalha na área da saúde e teve duas viagens canceladas, uma na Páscoa, que era nacional e a de maio que era pra Costa Rica, mas teria conexão nos Estados Unidos, e seria suas férias.

Por isso, o jeito foi ficar mais isolada no início da pandemia. Em casa meditou, cuidou das plantas, fez diversos cursos online e, apesar de não poder viajar, não deixou de planejar os próximos destinos. “Porque independente de pandemia, sempre fui assim, começo a sonhar com alguns destinos um ou dois anos antes e já vou pesquisando alguns detalhes como melhor época, se tem algum festival que vale a pena no local, cidades imperdíveis”, conta.

Cachoeira do Arrependido, em Jaraguari. (Foto: Arquivo Pessoal)
Cachoeira do Arrependido, em Jaraguari. (Foto: Arquivo Pessoal)

Os planejamentos continuaram, mas, ainda não sem nenhuma passagem comprada, o jeito foi curtir uma aventura por aqui. “A ideia de conhecer lugares novos no Mato Grosso do Sul surgiu quando as academias fecharam, aí eu e meu amigo e personal Ghyslennon Eduardo de Araujo Lima decidimos fazer algumas trilhas juntos, até porque tenho como meta ficar em contato com a natureza pelo menos uma vez por semana e, infelizmente, por conta da pandemia, parques de Campo Grande também fecharam.”

Além disso, no planejamento de metas, Vanessa sempre adiciona lugares onde nunca esteve. “Escapar da cidade, mesmo que rapidinho, numa manhã de sábado, fazer exercício físico, tomar um sol e observar o ritmo da vida por meio da natureza, parar para assistir um pôr do sol sem prédios, valem muito a pena. É o que recarrega a energia para o mês todo”.

Desde abril, ela conseguiu fazer uma trilha no Morro do Paxixi, “com percurso todo caminhando”, diz. “E lá conheci uma cachoeira que é discreta, mas muito bonita”, acrescenta.

“também fui acampar na Cachoeira do Peixe, em Rio Negro, mas não era tão frequentado como agora. Fiz cachoeira do Céuzinho e alguns locais pagos, como Estância Arco Íris em Rio Negro, a Cachoeira do Arrependido em Jaraguari e o Parque das Cachoeiras e Lagoa Misteriosa, em Bonito.”

Amanhecer em Rio Negro. (Foto: Arquivo Pessoal)
Amanhecer em Rio Negro. (Foto: Arquivo Pessoal)

Desses, o que ela julga mais desafiador foi descer para cachoeira do Paxixi. “Mas a maior trilha e a mata mais fechada foi a Estância Arco Iris. Gostei muito da Cachoeira do Arrependido, em Jaraguari, e do Parque das Cachoeiras, em Bonito. Vale a pena ver como Mato Grosso do Sul tem opção para todos os gostos.”

Se você é do tipo que não dispensa estrutura, os dois últimos são indicados por Vanessa. Para quem quer algo mais para explorar, a cachoeira do Céuzinho também é bacana, avalia. “Já para quem quer se exercitar, fazer o caminho para o Paxixi a pé é uma boa pedida, embora muitos façam de carro.”

Em Campo Grande mesmo Vanessa também sugere lugares para explorar, “como o cemitério dos vagões onde é possível assistir um pôr do sol lindo.”

Vanessa no Cemitério dos Vagões com o pôr do sol que mais admira. (Foto: Arquivo Pessoal)

E o percurso não é feito só para admirar e virar fotos belíssimas no Instagram, cada passeio é uma dose de consciência, explica a dentista. “Espero que as pessoas explorem mais, mas respeitem mais a natureza também. Já vejo muita gente daqui visitando esses lugares, mas deixam seus rastros de lixo pra trás”, diz.

Seja em Campo Grande ou no interior do Estado, para Vanessa é transformador descobrir cantinhos de diferentes tão perto de casa. “Vivemos em um mundo ansioso e muito digital, em que as pessoas ficam o tempo todo com cabeça baixa olhando para o celular, explorar coisas novas, ficar offline, aproveitar a natureza, ficar em silêncio, são elementos essenciais pra nos sentirmos mais calmos e mais vivos ao mesmo tempo. Um segundo sem olhar pro céu, é um tucano que a gente deixa de observar”, finaliza.

Quem quiser ver a dicas de Vanessa que ama viajar pelo mundo e apresentar MS através de suas andanças, pode seguir o seu perfil no Instagram. (Clique aqui).

 

Fonte:LadoB CGN

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