quinta-feira, 12 fevereiro, 2026 18:12
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Gruta do Lago Azul é alvo de investigação por irregularidades em Bonito

de @bonitonet
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Denúncia aponta mudanças na atuação e na forma de pagamento dos guias

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu investigação para apurar possível descumprimento da Licença de Operação da Gruta do Lago Azul e suspeita de irregularidades nos serviços de guia de turismo, em Bonito. O procedimento foi instaurado após denúncia sobre mudanças na forma de trabalho dos profissionais no atrativo turístico.

A investigação na caverna gigante começou após uma denúncia anônima, feita por um guia de turismo. Segundo o relato, agências e a prefeitura estariam adotando práticas que não constam na autorização ambiental do local. O g1 procurou a Prefeitura de Bonito, mas não obteve retorno até a atualização desta reportagem. A apuração do MP foi divulgada no diário oficial do órgão no dia 6 de fevereiro deste ano.

A 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Bonito tornou pública a abertura do procedimento, que tem o objetivo de verificar se houve violação das regras estabelecidas para funcionamento do ponto turístico.

Segundo a denúncia, a prefeitura passou a adotar medidas consideradas abusivas pelos guias. Uma delas é a exigência de que os profissionais acompanhem os visitantes até o interior da gruta. De acordo com o relato, essa obrigação não está prevista na licença de operação.

Outra reclamação envolve a forma de pagamento. Os guias afirmam que estão sendo remunerados pelo horário de reserva dos grupos, e não pela quantidade de turistas atendidos.

Os denunciantes, a maioria contratada como pessoa jurídica, dizem ter prejuízo financeiro com a mudança.

O caso foi enviado primeiro à 1ª Promotoria de Justiça. Como o órgão não tem atribuição para fiscalizar questões ligadas a licenças ambientais, o procedimento foi encaminhado à 2ª Promotoria de Bonito.

Em julho de 2025, o representante da Gruta do Lago Azul foi notificado para prestar esclarecimentos. Em agosto, houve nova notificação. Como o prazo não foi cumprido, foi registrado um termo de conclusão em setembro do mesmo ano.

Os denunciantes também procuraram o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). O órgão informou que as práticas relatadas não fazem parte da fiscalização do instituto, pois não envolvem impactos, riscos ou danos aos recursos naturais.

Em janeiro de 2026, o representante legal da Gruta do Lago Azul foi novamente notificado, desta vez por outro promotor. Ele recebeu prazo de 10 dias para enviar esclarecimentos por e-mail institucional. O prazo, no entanto, não foi cumprido.

A investigação continua. O MPMS deve ir até o local para verificar se houve descumprimento das regras e se há irregularidades na gestão dos serviços de guia de turismo na Gruta do Lago Azul.

Fonte: G1

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