O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) está nas ruas do MS novamente nesta terça-feira (10)
Moradores de Terenos voltaram a serem surpreendidos com operação policial nesta terça-feira. Ainda não há informação sobre os alvos desta nova operação. Também há informação sobre equipes do Gaeco e Gecoc em Corguinho e Rio Negro.
A ação acontece 20 dias após o Gaeco realizar outras duas operações no Município. No dia 21 de janeiro, o Gaeco realizou duas operações simultâneas: “Collusion” e “Simulatum”, para cumprimento de 6 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão.
As operações envolveram suspeitas de fraudes em contratos de empresas com a Câmara e Prefeitura de Terenos, onde o prefeito Henrique Wancura foi preso e está afastado há quatro meses.
A operação “Collusion” investiga organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, em especial fraudes a licitações e contratos públicos, bem como crimes correlatos.
Segundo o MPE, os crimes aconteciam mediante conluio entre os investigados para a obtenção de contratos relacionados a materiais e serviços gráficos firmados com o Município e a Câmara Municipal de Terenos, desde o ano de 2021.
A outra operação, denominada “Simulatum”, apura a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, mediante fraude em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som firmados com a Câmara Municipal de Terenos, também desde o ano de 2021.
Prefeito preso e afastado
Em setembro do ano passado, o Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 59 mandados de busca e apreensão. Entre os presos, o prefeito do Município, Henrique Wancura (PSDB). Ele ficou detido por alguns dias, ganhou liberdade, com monitoramento, mas continua afastado.
Segundo o Gaeco, a investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública instalada no município de Terenos/MS, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por um agente político, que atuava como principal articulador do esquema criminoso.
“A organização criminosa se valia de servidores públicos corrompidos para fraudar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames para beneficiar empresas participantes do esquema delituoso, mediante a elaboração de editais moldados e por meio de simulação de competição legítima, em contratos que, somente no último ano, ultrapassaram a casa dos R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais), diz parte da nota do Gaeco.
Segundo as investigações, o esquema também envolvia o pagamento de propina aos agentes públicos que, em típico ato de ofício, atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, como ainda aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público.
A polícia extraiu provas de alguns telefones celulares apreendidos na Operação Velatus, compartilhadas mediante autorização judicial, que revelaram o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até o líder do esquema.
Fonte: InvestigaMS