Gaeco cumpre 76 mandados contra esquema de corrupção em contratos de 9 milhões

Viatura do Choque, em apoio ao MPMS durante cumprimento de mandados na Operação Carta Marcadas (Foto: Marcos Maluf)

Operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos cumpre 46 mandados de busca e apreensão, 5 mandados de afastamento de cargos públicos, 3 de suspensão de contratos vigentes e 22 de proibição de contratar com o Poder Público. A ação investiga esquema de corrupção em licitações em contratos firmados nos últimos três anos e que somam R$ 9 milhões.

Um dos servidores afastados é de Rio Negro, segundo o prefeito daquele município, Henrique Mitsuo Vargas Ezoe (PL). “A determinação já foi cumprida”, informou ao Campo Grande News, acrescentando que também já havia suspendido um dos contratos invertigados na operação.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a Operação Cartas Marcadas investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, instalada nos municípios de Corguinho e de Rio Negro, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por agentes políticos que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso.

A organização criminosa se valia de servidores públicos corrompidos para frustrar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames. Entre as ações ilegais listadas, compras diretas para aquisição de materiais de expediente, mediante dispensas indevidamente manipuladas, até a contratação de empresas para a execução de obras pública antes mesmo da formalização contratual.

O MPMS obteve informações que embasaram esta ação a partir de provas obtidas de conteúdo extraído de alguns telefones celulares apreendidos nas Operações Turn Off e Malebolge, compartilhadas mediante autorização judicial, que revelaram o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até os agentes políticos que dirigiam o esquema.

O nome da operação decorre de jogo previamente manipulado, em que o desfecho é conhecido antes mesmo do início. No caso, as contratações sob apuração foram direcionadas de antemão às empresas investigadas, por meio de ajustes espúrios, para conferir aparência de lisura a uma escolha que já estava determinada.

Fonte: Campo Grande News

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