segunda-feira, 23 fevereiro, 2026 18:41
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Fotógrafo vive momento mágico ao filmar a maior águia do planeta quase extinta no Pantanal

de Redação Bonitonet
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Uma harpia, considerada a maior águia do planeta, foi registrada no fim de janeiro em uma área de floresta próxima a Corumbá, no Maciço do Urucum, no Pantanal. 

O flagrante foi feito pelo biólogo e ornitólogo Lucas Morgado, que encontrou a ave em estado de alerta, com as penas da cabeça levantadas. Segundo o pesquisador, o encontro foi marcante e muito emocionante.

“Eu fiquei muito emocionado, pois encontrar esse animal é o sonho de qualquer apaixonado por aves. Sou biólogo ornitólogo e essa foi a primeira vez que vi a harpia. Foi realmente mágico”, relatou.

A harpia é classificada como “quase ameaçada” de extinção na lista nacional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Ave grande chama atenção

Lucas afirma que o porte do animal impressiona. “Ela é enorme e imponente. As aves da floresta literalmente se calam quando percebem a presença dela”, descreveu.

A harpia é considerada a ave de rapina mais forte do mundo, com garras que podem alcançar o tamanho de garras de urso. No registro feito pelo biólogo, a ave levantava as penas do topo da cabeça, comportamento que indica estado de alerta e atenção diante de possíveis ameaças ou movimentações no ambiente.

O avistamento ocorreu em uma área de floresta no Maciço do Urucum, região que também possui atividade de mineração nas redondezas. Segundo o pesquisador, registros da espécie no Pantanal são extremamente raros.

“Se não me engano, foi um dos primeiros registros de harpia aqui na região do Pantanal. É muito difícil encontrar essa espécie por aqui. Ela é mais comum na Amazônia”, explicou.

Harpia está presente em áreas preservadas

A harpia ocorre principalmente em áreas de floresta preservada e depende de grandes extensões de mata para sobreviver, já que se alimenta principalmente de mamíferos arborícolas, como preguiças e macacos.

Para o biólogo, além do valor científico, o momento ficará guardado na memória.

“Foi uma cena única. Ver a harpia ali, naquele cenário, foi algo que eu nunca vou esquecer”, finalizou.

Fonte:g1ms

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