terça-feira, 27 outubro, 2026 08:12
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FAB intercepta duas aeronaves clandestinas em dois dias seguidos

de @bonitonet
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A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou duas aeronaves que ingressaram irregularmente no espaço aéreo nacional em dois dias consecutivos. As operações ocorreram nos dias 22 e 23 de outubro, em Roraima e no Mato Grosso, respectivamente, e envolveram caças A-29 Super Tucano, meios de vigilância aérea e equipes de segurança pública.

Na manhã de quinta-feira (22), um helicóptero Robinson R44, de matrícula brasileira PR-HTC, foi interceptado por um A-29 na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA 41), em Roraima. Segundo a FAB, a aeronave havia vindo da Venezuela e sobrevoava o território brasileiro sem plano de voo, em baixa altitude.

(Divulgação/FAB)

O piloto militar realizou os procedimentos de averiguação e reconhecimento previstos nas Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA). O tripulante do helicóptero, porém, não obedeceu às ordens da defesa aérea e realizou um pouso forçado a cerca de 100 km de Boa Vista (RR).

Um helicóptero H-60L Black Hawk, do Esquadrão Pelicano, foi enviado ao local e encontrou a aeronave abandonada. Uma equipe da Força Nacional de Segurança Pública também foi deslocada para a região para adotar as providências legais cabíveis, incluindo a destruição do helicóptero suspeito.

No dia seguinte, 23 de outubro, um avião-radar E-99M detectou um tráfego não identificado no Mato Grosso, que ingressou no espaço aéreo brasileiro vindo da Bolívia. Um A-29 foi acionado para realizar a interceptação. A FAB identificou o aparelho apenas como um avião Cessna de cor branca, sem plano de voo ou matrícula.

(Divulgação/FAB)

Assim como no caso de Roraima, o piloto desobedeceu às determinações da defesa aérea e realizou um pouso forçado nas proximidades de Juara, a cerca de 550 km de Cuiabá. Em seguida, incendiou a aeronave e fugiu do local.

A operação ocorreu em coordenação com a Polícia Federal e foi acompanhada pelo piloto do A-29. Os dois episódios reforçam o emprego integrado de aeronaves de vigilância, caças de interceptação e forças de segurança no monitoramento e na fiscalização do espaço aéreo brasileiro.

Fonte: Via Força Aérea Brasileira

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