Um estágio do foguete Falcon 9 da SpaceX atingiu a Lua na madrugada desta quarta-feira (5), nas proximidades da cratera Einstein. A peça, de quatro a cinco toneladas, vagava pelo espaço havia mais de um ano, desde que se separou do foguete em janeiro de 2025. O horário previsto para a colisão era 6h35 no horário universal (UTC), o que corresponde às 2h35 no fuso de Mato Grosso do Sul.
O estágio superior, catalogado como 2025-010D, tinha se soltado do foguete depois de impulsionar as sondas Blue Ghost, da Firefly Aerospace, e Hakuto-R, da ispace, ambas lançadas em janeiro de 2025. A partir dali, o fragmento passou a percorrer o espaço sem controle, engrossando a lista de detritos que orbitam entre a Terra e a Lua.
Velocidade e energia do impacto
No momento em que atingiu a superfície lunar, o estágio se deslocava a 8,7 mil quilômetros por hora, o equivalente a 2,4 quilômetros por segundo. A colisão liberou uma energia estimada em 14,5 bilhões de joules.
A nova cratera aberta pelo choque teria entre 17 e 40 metros de diâmetro. Os cálculos iniciais apontavam 17 metros, mas uma análise científica mais recente elevou a estimativa para até 40 metros, dependendo do ângulo da queda e das características do solo lunar. Segundo modelos científicos, parte da poeira levantada poderia alcançar entre 15 e 20 quilômetros de altura, enquanto a coluna central de detritos chegaria a dezenas de quilômetros.
O episódio não é inédito. Em 2022, um estágio de foguete associado a uma missão chinesa abriu uma cratera dupla no lado oculto do satélite. Casos assim são registrados por equipamentos como o Lunar Reconnaissance Orbiter, da Nasa, que monitora a superfície lunar e ajuda a documentar as marcas deixadas por esses impactos.
Fonte:AGB