Mato Grosso do Sul definiu seus representantes para o governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Eduardo Riedel foi reeleito governador e o PL conquistou a maior parte das cadeiras
Mato Grosso do Sul escolheu neste domingo (4) os 35 políticos que vão ocupar, a partir de 2027, o governo do Estado, as duas vagas abertas no Senado, as 8 cadeiras do Estado na Câmara dos Deputados e as 24 da Assembleia Legislativa. A lista abaixo é a do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das 7.106 seções apuradas.
O resultado mais largo foi o do governo. Eduardo Riedel (PP) foi reeleito no primeiro turno com 914.323 votos, 67,07% dos votos válidos, que são os dados a algum candidato, sem contar brancos e nulos. Ele foi o mais votado nos 79 municípios do Estado.
Resultado oficial do TSE, com 100% das seções apuradas:
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fotos: divulgação de candidaturas/TSE. Candidatos listados em ordem de votação.
O PL é o partido que mais ganhou cadeiras
No Senado, as duas vagas ficaram com o PL: Reinaldo Azambuja, com 903.554 votos, e Capitão Contar, com 856.045.
O partido também terá a maior bancada federal do Estado, com 3 das 8 cadeiras: Marcos Pollon, Mara Caseiro e Rodolfo Nogueira. O Republicanos leva duas (Beto Pereira e Isa Marcondes), e PT, União Brasil e PP, uma cada (Camila Jara, Rose Modesto e Dagoberto Nogueira). Camila Jara foi a deputada federal mais votada de MS, com 154.157 votos. Metade da bancada na Câmara será de mulheres.
Na Assembleia, o PL terá 9 dos 24 deputados. Depois vêm o PT, com 4, PSDB e PP, com 3 cada, e o Republicanos, com 2. MDB, União Brasil e Avante elegeram um deputado cada. Zé Teixeira (PL) foi o mais votado, com 54.080 votos. Só duas mulheres estarão entre os 24: Gianni Nogueira (PL) e Professora Gleice Jane (PT).
Por que nem sempre o mais votado entra
Na eleição para deputado, a votação de cada candidato só define a ordem dentro do partido ou da federação. Quantas cadeiras cada legenda leva depende da soma dos votos de todos os seus candidatos. Por isso a lista traz duas marcações: quem entrou pelo quociente partidário, a conta direta, e quem entrou pela média, nas vagas que sobram depois dela. A diferença é explicada na caixa abaixo.
Foi essa regra que deixou de fora três deputados estaduais que tentavam a reeleição, entre eles Junior Mochi (MDB), que teve mais votos que cinco dos eleitos.
A composição da Assembleia ainda pode mudar. Jamilson Name (PP) teve 35.211 votos, mais que Londres Machado e Hélio Peluffo, mas eles aparecem no TSE como anulados sub judice, a situação de quem tinha o registro de candidatura ainda em julgamento no dia da eleição. Se a Justiça Eleitoral validar esses votos, a federação PP/União ganha uma cadeira, e o PL perde a de Marcio Fernandes, o último da lista.
Quando os eleitos assumem
Antes da posse, todos precisam ser diplomados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), em dezembro. Riedel começa o segundo mandato em 6 de janeiro de 2027. Senadores, deputados federais e deputados estaduais assumem em 1º de fevereiro. Na Assembleia, 16 dos 24 foram reeleitos neste ano.
Fonte: ACrítica