O céu de agosto terá dois eclipses, mas apenas um deles poderá ser acompanhado do Brasil. Na madrugada do dia 28, um eclipse lunar parcial deixará cerca de 93% do diâmetro da Lua encoberto pela parte mais escura da sombra da Terra.
O fenômeno será visível em todo o País, desde que as condições meteorológicas permitam. Em Mato Grosso do Sul, o ponto máximo deverá ocorrer pouco depois da meia-noite, no horário local, durante a passagem de 27 para 28 de agosto.
A NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) calcula uma magnitude umbral de 0,930. Isso significa que, no momento máximo, 93% do diâmetro aparente da Lua estará dentro da umbra, como é chamada a região mais escura da sombra terrestre.
Apesar de ficar muito próximo de um eclipse total, uma pequena faixa da Lua permanecerá iluminada diretamente pelo Sol. A fase parcial terá aproximadamente três horas e 18 minutos de duração. O fenômeno poderá ser observado nas Américas e em partes da Europa, África e Oceano Pacífico.
Durante um eclipse lunar, a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar o satélite, o que pode deixar a região encoberta com tons avermelhados ou alaranjados.
A intensidade da cor depende de fatores como a presença de nuvens, poeira, fumaça e partículas na atmosfera. Portanto, não é possível garantir antecipadamente que a Lua ficará intensamente vermelha.
Diferentemente do eclipse solar, o eclipse lunar pode ser observado a olho nu, sem necessidade de filtros ou equipamentos de proteção. Binóculos e telescópios podem melhorar a visualização, mas não são indispensáveis.
Para acompanhar o fenômeno, a recomendação é procurar um local com horizonte livre, pouca iluminação artificial e, claro, torcer para as nuvens não resolverem participar do espetáculo.
Eclipse solar ficará fora do Brasil
O primeiro eclipse do mês ocorrerá em 12 de agosto e será total. Nesse caso, a Lua passará diante do Sol e bloqueará completamente sua luz para observadores localizados na faixa central do fenômeno.
A totalidade poderá ser vista no Ártico, na Groenlândia, na Islândia e em áreas da Espanha. Outras regiões da Europa, do norte da América do Norte e do oeste da África verão o Sol parcialmente encoberto. O Brasil ficará fora da área de visibilidade.
No ponto de maior duração, o eclipse total permanecerá por aproximadamente dois minutos e 18 segundos.
A observação direta de eclipses solares exige filtros específicos e certificados. Óculos escuros, chapas de radiografia, filmes fotográficos, vidros escurecidos e telas de celular não protegem os olhos contra a radiação solar.
O eclipse lunar de 28 de agosto será o último dos quatro eclipses registrados em 2026. Os dois primeiros ocorreram em fevereiro e março.
Fonte:Campo Grande News