Dourados, cidade próxima ao Paraguai, registrou crescimento de 24% e virou destino de quem busca qualidade de vida

O som da roda de tereré na calçada no fim da tarde resume o ritmo de Dourados. A segunda maior cidade do Mato Grosso do Sul cresceu 24% em população entre 2010 e 2022, segundo o Censo do IBGE, chegando a 243.367 habitantes. O que atrai tanta gente é uma combinação rara no interior do Centro-Oeste: custo de vida acessível, uma cidade universitária com duas universidades públicas e deslocamentos que raramente passam de 15 minutos.

Da Colônia Agrícola à Cidade Universitária
A história de Dourados começa antes da fundação oficial. Povos Terena e Kaiowá já habitavam a região quando, em 1861, foi criada a Colônia Militar de Dourados sob o comando de Antônio João Ribeiro, às vésperas da invasão paraguaia. O grande salto veio em 1943, com a Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND), parte da política “Marcha para o Oeste” de Getúlio Vargas.

A CAND distribuiu lotes em uma área de mais de 400 mil hectares e atraiu brasileiros de vários estados, além de imigrantes japoneses que se dedicaram ao café. Dali surgiram cidades inteiras, como Fátima do Sul e Glória de Dourados. O site oficial de turismo da Prefeitura registra que essa colonização moldou o perfil multicultural que a cidade mantém até hoje.

Cresce 24% o número de brasileiros se mudando para essa cidade com alta qualidade de vida e próxima ao Paraguai

Como é a rotina de quem mora em Dourados?
Avenidas largas, canteiros com terra vermelha e bairros arborizados definem a paisagem urbana. O IDH de 0,747, segundo o IBGE, está acima da média nacional. Os deslocamentos curtos devolvem tempo ao morador: é possível atravessar a cidade de ponta a ponta em menos de 20 minutos fora do horário de pico.

O tereré, bebida gelada feita com erva-mate, não é apenas costume local. Em 2020, a UNESCO declarou a prática do tereré Patrimônio Imaterial da Humanidade (por candidatura do Paraguai), e em 2023 o estado do Mato Grosso do Sul oficializou a bebida como patrimônio cultural estadual. Em Dourados, as rodas de tereré acontecem em calçadas, praças e até em ambientes de trabalho. É o ritual que marca o ritmo da cidade.

Para o seu roteiro em João Pessoa, aqui estão os principais destaques baseados no vídeo “Os 8 Melhores Passeios em João Pessoa”, do canal Partiu de Férias:

Duas universidades públicas no mesmo município
Dourados é um dos poucos municípios do interior brasileiro a sediar duas universidades públicas. A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) oferece cursos de graduação e pós-graduação em áreas como agronomia, medicina e direito. A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) complementa a oferta com formação em pesquisa e tecnologia. O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) fortalece ainda mais o ensino técnico.

Essa concentração acadêmica atrai cerca de 25 mil estudantes e movimenta o mercado de aluguéis, a gastronomia e a vida cultural. Feiras, eventos no Parque dos Ipês e programações nas universidades mantêm o calendário ativo ao longo do ano. O apelido de “Cidade Universitária” não é exagero.

Onde o morador encontra lazer ao ar livre?
O cerrado ao redor e os parques urbanos oferecem opções de lazer sem sair do perímetro da cidade. A florada dos ipês entre julho e setembro transforma as ruas em corredores amarelos e rosados.

-Parque dos Ipês: principal área de lazer, com pista de caminhada, quadras poliesportivas, biblioteca e o Teatro Municipal. Recebe feiras gastronômicas às terças e sextas.
-Parque Antenor Martins: opção de área verde com espaço para exercícios e convívio familiar.
-Praça Toshinobu Katayama: homenagem à imigração japonesa, com esculturas orientais e paisagismo típico.
-Parque dos Defensores da Pátria: pista de skate, campo de futebol e deck ecológico.
-Museu da Colônia Agrícola: junto ao Cruzeiro da CAND, guarda documentos originais da colonização federal.

Quando o clima favorece cada atividade?
O verão é quente e chuvoso. O inverno surpreende quem espera apenas calor: noites frias com sensação térmica próxima de zero marcam alguns dias de julho.

Uma cidade universitária que cresce sem perder a calçada
Dourados entrega o que muitas cidades médias prometem e poucas cumprem: economia aquecida pelo agronegócio, universidades de peso, lazer verde e um custo de vida que permite viver bem. Tudo isso sem abrir mão do tereré gelado na calçada no fim da tarde.

Você precisa conhecer Dourados e entender por que tanta gente está trocando cidades maiores por essa terra vermelha que não para de crescer.

Fonte: CBRadar

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