Do peso do alimento ao selo de qualidade: Inmetro alerta para riscos nas compras

Antes de colocar um produto no carrinho — seja no supermercado, na loja física ou na internet — alguns cuidados simples podem evitar prejuízos e até riscos à segurança. O alerta é do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que divulgou uma série de orientações para ajudar consumidores a fazer escolhas mais seguras no dia a dia.

As recomendações fazem parte do trabalho de fiscalização e orientação realizado pela Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade (RBMLQ-I), responsável por verificar se produtos e serviços seguem normas técnicas e padrões de segurança.

Segundo o Inmetro, consumidores bem informados conseguem identificar irregularidades com mais facilidade e tomar decisões mais conscientes no momento da compra.

Fique atento ao selo e às informações do produto

Produtos como brinquedos, capacetes, materiais escolares e pneus devem ter o selo do Inmetro. O selo indica que o item passou por testes e atende aos requisitos técnicos previstos nos regulamentos.

Uma das primeiras recomendações é verificar se produtos que exigem certificação exibem o selo do Inmetro. Itens como brinquedos, capacetes, materiais escolares e pneus precisam passar por testes de qualidade e segurança antes de chegar ao mercado.

Também é importante conferir as informações obrigatórias nas embalagens ou etiquetas. Produtos têxteis, por exemplo, devem trazer dados como composição do tecido, identificação do fabricante, país de origem e instruções de conservação.

No caso de cadeiras plásticas, o consumidor deve observar o peso máximo suportado e evitar utilizar peças que apresentem rachaduras ou deformações.

Compras online exigem atenção redobrada

Nas compras pela internet, a recomendação é verificar se o anúncio apresenta dados claros sobre o vendedor, incluindo CNPJ, canais de contato e política de troca.

Também é importante confirmar se o produto apresenta selo do Inmetro e número de registro quando a certificação for obrigatória. Esse registro pode ser consultado no site oficial do instituto para verificar se o item está regularizado.

Produtos elétricos e eficiência energética

Equipamentos elétricos vendidos sem identificação do fabricante ou importador podem representar risco de choque ou superaquecimento. Por isso, a orientação é evitar itens comercializados no mercado informal.

Outro ponto importante é observar a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), que indica o nível de eficiência energética do produto. Os equipamentos classificados com letra “A” são os mais eficientes e tendem a consumir menos energia.

Peso correto e transparência na venda

Alimentos embalados — como arroz, feijão, açúcar e café — devem informar corretamente o peso do produto, sem considerar o peso da embalagem. Caso haja dúvida, o consumidor pode conferir a pesagem nas balanças disponíveis no estabelecimento.

Já em locais onde a venda é feita por peso, a balança deve estar visível ao consumidor e possuir selo de verificação atualizado.

Abastecimento e direitos do consumidor]No caso de combustíveis, se houver suspeita de irregularidade na quantidade abastecida, o consumidor pode solicitar o teste da bomba usando a medida padrão de 20 litros.

Irregularidades também podem ser denunciadas à Ouvidoria do Inmetro, que recebe reclamações e monitora possíveis problemas no mercado.

Além disso, quando um produto provoca acidente ou apresenta risco à saúde e à segurança, o consumidor pode registrar o caso no Sistema de Monitoramento de Acidentes de Consumo, ajudando a identificar itens potencialmente perigosos.

Em resumo: conferir selo de certificação, observar etiquetas, verificar procedência e acompanhar a pesagem são atitudes simples que ajudam a garantir compras mais seguras e relações de consumo mais transparentes.

Fonte:Campo Grande News

Related posts

Empreendedores do Sesc 60+ apresentam produtos em feira aberta ao público nesta sexta-feira 13

Governo zera impostos e concede subsídio ao diesel

Estimativa aponta produção de cerca de 11 milhões de toneladas de milho na segunda safra em MS