COP 30: pesquisadores da Embrapa Cerrados destacam soluções sustentáveis na Agrizone

Pesquisadores da Embrapa Cerrados participam da programação técnica da Agrizone – a Casa da Agricultura Sustentável da Embrapa – durante a COP30, em Belém (PA). As apresentações abordam temas que vão desde o uso de agrominerais regionais e a recuperação de pastagens degradadas até a saúde do solo, a gestão racional da água e estratégias para conciliar produção agrícola, biodiversidade e serviços ecossistêmicos. Confira a programação!

Nesta quarta-feira (12), às 16h40, no auditório 4, o pesquisador Éder de Souza Martins participa do painel de discussões sobre o esforço brasileiro em desenvolver insumos para o manejo da fertilidade do solo a partir de agrominerais locais e regionais. Coordenado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), o painel tem como tema “O Brasil como player global para segurança alimentar: pesquisa e exploração geológica de fosfato, potássio e agrominerais silicáticos para diminuição da dependência externa de fertilizantes e promoção da sustentabilidade ambiental”.

O SGB-CPRM conduz programas de pesquisa voltados a agrominerais ricos em fósforo e potássio, além de remineralizadores, enquanto a Embrapa desenvolve estudos agronômicos sobre o manejo desses insumos. O desenvolvimento de fertilizantes regionais contribui para reduzir a dependência de produtos importados e tem potencial para aumentar a eficiência do uso de nutrientes, diminuir as emissões de gases de efeito estufa e favorecer o sequestro de carbono nos solos agrícolas.

No dia 13 de novembro, às 11h, o pesquisador José Felipe Ribeiro participa, no espaço Senar/CNA, das discussões sobre práticas sustentáveis de produção. Na mesa-redonda “Inovação e tradição: práticas sustentáveis para biomas brasileiros”, ele abordará práticas voltadas à recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reservas Legais (ARL) no bioma Cerrado.

Já no dia 15 de novembro, às 11h20, no auditório 4, o pesquisador integra o evento “Agricultura Sustentável: O Caminho para a Implementação do Código Florestal”, organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A atividade discutirá o papel estratégico dos produtores rurais como protagonistas da conservação ambiental e da mitigação das mudanças climáticas, na mesa-redonda “A contribuição do produtor rural para a implementação do Código Florestal”.

No dia 17 de novembro, às 11h20, no auditório 1, a pesquisadora Ieda Mendes lança a Plataforma Saúde do Solo BR: Solos Resilientes para Sistemas Agrícolas Sustentáveis. A iniciativa democratiza o acesso da sociedade brasileira ao maior banco de dados de saúde do solo do mundo, baseado em atividade enzimática, desenvolvido cinco anos após o lançamento da tecnologia de Bioanálise de Solos. A nova plataforma é uma ferramenta inédita que transforma dados em conhecimento, apoiando agricultores, pesquisadores e gestores na construção de uma agricultura mais sustentável, resiliente e de baixo carbono.

Na parte da tarde, às 14h, a pesquisadora participa do painel “Cooperação para o financiamento de longo prazo na restauração de áreas degradadas, saúde do solo e conservação do Brasil”. O painel, organizado pela Syngenta, tem como objetivo discutir a recuperação de áreas degradadas, mostrar exemplos de parcerias estratégicas e destacar a importância de atrair capital e apoio técnico para ampliar essa iniciativa.

No dia 18 de novembro, às 16h30, na Arena Agritalks da Agrizone, o pesquisador Edson Sano participa do lançamento do Projeto de Recuperação e Conversão de Pastagens Degradadas em Áreas Agrícolas Sustentáveis no Cerrado. Trata-se de um novo projeto de cooperação técnica entre a Embrapa e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), voltado à restauração e conversão de pastagens degradadas em áreas agrícolas sustentáveis. O evento apresentará a visão geral da iniciativa e seus resultados esperados.

No dia 20 de novembro, às 10h, no auditório 3, a pesquisadora Fabiana Aquino participa da roda de conversa “Como conciliar agricultura, biodiversidade e serviços ecossistêmicos?”, organizada pela Embrapa Solos e Embrapa Meio Ambiente. Ela apresentará experiências bem-sucedidas de pesquisa e transferência de tecnologia no Cerrado, que buscam soluções para integrar agricultura em larga escala, conservação da biodiversidade e manutenção dos serviços ecossistêmicos.

O pesquisador Jorge Werneck também integra a programação da Agrizone participando de uma série de painéis e debates com foco na gestão sustentável da água e na segurança hídrica e alimentar. Suas contribuições destacam a importância do uso racional da água na agricultura e da construção de sistemas agroalimentares mais resilientes às mudanças climáticas.

Na segunda-feira (10), no auditório 2, Werneck participou de debate sobre a relação entre a produção de energia e a produção de alimentos, seus riscos de competição e suas oportunidades de complementação e geração de sinergias. A participação dele segue nesta quarta-feira (12), também no auditório 2. Às 12h30, ele abordará o tema “Resiliência climática e uso múltiplo em bacias críticas por meio do apoio ao uso racional na agricultura irrigada”. Às 16h30, no mesmo local, apresentará a palestra “Sem água, sem comida: água para sistemas agroalimentares resilientes — do campo ao prato”.

Na quinta-feira (13), às 11h, no auditório CNA, Werneck participa do evento “Inovação e tradição: práticas sustentáveis para biomas brasileiros”, tratando de serviços ambientais em áreas agrícolas. Às 12h40, ele apresentará “Cada gota conta: produzindo alimentos em um clima em mudança”; às 14h, “Fortalecendo sistemas alimentares resilientes à água por meio da colaboração global”; e, às 15h15, discutirá o envolvimento das comunidades locais na gestão integrada de recursos hídricos em favor da segurança hídrica, alimentar e climática.

Encerrando sua participação, no dia 19 de novembro, às 14h, no Pavilhão Água para o Clima, na Blue Zone da COP30, Werneck apresentará a palestra “Water Resilient Food Systems”, ou “Sistemas alimentares resilientes à água”, destacando como o manejo, infraestrutura, governança e gestão da água são essenciais para garantir o futuro da produção de alimentos em um cenário de mudanças climáticas

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