Com mandados em MS, operação da PF prende presidente do TCE de Mato Grosso

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Tomada de Contas, que também tem ações em Mato Grosso do Sul, para investigar suspeitas de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos a servidores do TCE-MT (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso). Até o momento, não foi divulgado quem são os alvos da operação em MS nem quais cidades do Estado recebem as equipes policiais.

Segundo a PF, mais de 180 policiais federais cumprem 6 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão, além de medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens. As ordens foram autorizadas pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e são executadas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Conforme informações preliminares da Gazeta Digital, o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, foi preso durante a operação. Também estão entre os alvos da corte daquele estado, o conselheiro José Carlos Novelli e Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico-geral do tribunal.

A investigação apura indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores, além de possíveis favorecimentos na liberação de recursos públicos.

Também são investigadas divergências nos pagamentos feitos a empresas, movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em dinheiro. A apuração busca identificar possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências do próprio tribunal.

Histórico em MS – O TCE de Mato Grosso do Sul já foi alvo de outras operações da PF. Em junho de 2021, a Operação Mineração de Ouro investigou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos. Em 8 de dezembro de 2022, a Operação Terceirização de Ouro levou ao afastamento dos conselheiros Iran Coelho das Neves, Waldir Neves e Ronaldo Chadid, além de servidores. As investigações envolveram contratos milionários, incluindo serviços de informática.

Em 10 de julho de 2024, a PF deflagrou a Operação Casa de Ouro, que apurou suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Parte das investigações envolvendo conselheiros tramita no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Waldir Neves retornou ao cargo em maio de 2025, enquanto Ronaldo Chadid teve o afastamento prorrogado por mais um ano em 2025. Na esfera cível, ações de improbidade administrativa tramitam no Fórum de Campo Grande, incluindo processos que investigam irregularidades em contratos de informática.

Até o momento, não há confirmação de ligação direta entre as suspeitas atuais e os esquemas investigados nas operações anteriores.

Fonte:Campo Grande News

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