sábado, 28 março, 2026 16:27
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Casos de Chikungunya disparam e coloca 11 cidades de MS em alerta de epidemia

de Redação Bonitonet
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Mato Grosso do Sul registra 11 municípios com incidência acima de 300 casos por 100 mil habitantes, patamar que caracteriza epidemia de chikungunya, enquanto o Estado já soma 3.058 casos prováveis e seis mortes.

Entre os óbitos confirmados, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados, incluindo dois bebês, um de três meses e outro de um mês. A sexta morte foi registrada em Bonito. A taxa estadual chegou a 110,9 casos por 100 mil habitantes, mais de dez vezes acima da média nacional.

A concentração mais crítica está nas aldeias de Dourados. Com população de 15.023 pessoas, a reserva contabiliza 1.168 casos prováveis, o que eleva a incidência para mais de 7,7 mil. Fora da área indígena, o município não atinge o índice epidêmico, mas segue como epicentro de casos graves e mortes.

Fátima do Sul, Jardim e Sete Quedas lideram os índices no Estado, todos acima de mil casos por 100 mil habitantes. Também entram no cenário epidêmico Vicentina, Selvíria, Corumbá, Antônio João, Guia Lopes da Laguna, Bonito, Água Clara e Douradina.

Em Corumbá, são 399 casos prováveis, com incidência de 414,5. Já em Fátima do Sul, o índice chega a 2.353,3, o maior registrado entre os municípios listados.

O infectologista Júlio Croda afirma que o avanço da doença deve continuar nas próximas semanas.

“Para Chikv, podemos falar em epidemia para algumas cidades”, afirma. Segundo ele, o período de maior transmissão segue até o fim de abril e início de maio. “Ainda teremos um mês com aumento do número de casos, hospitalizações e óbitos”.

Os dados mais recentes indicam 966 casos prováveis apenas na primeira quinzena de março, o que pode refletir diretamente no aumento de mortes nas semanas seguintes. Atualmente, mais de 200 pessoas estão internadas em decorrência da doença.

Em Dourados, a pressão sobre a rede hospitalar se intensificou. Dos 431 leitos disponíveis, 385 estão ocupados, com taxa de 89%. O índice já chegou a 97% durante a semana, conforme boletim epidemiológico.

Apesar do avanço no interior, a capital apresenta cenário mais controlado. De acordo com Croda, a utilização do método Wolbachia tem reduzido o risco de surtos mais amplos ao limitar a capacidade de transmissão do mosquito Aedes aegypti.

Avanço da chikungunya sob análise

Os registros mais recentes apontam redução no número semanal de casos, após pico de 477 notificações no início de março. Na última semana epidemiológica, foram 340 ocorrências.

O especialista alerta para defasagem nos dados. “Não se pode afirmar com certeza que está em queda, só se o próximo boletim confirmar que, na semana 11, teve menos casos que a semana 10”. A orientação é cautela na leitura dos números mais recentes, já que há atraso estimado de até duas semanas entre notificações e consolidação dos registros oficiais.

Fonte:FolhaMS

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