Campo Grande soma R$ 460,5 milhões em novos investimentos privados em 2026

Campo Grande soma aproximadamente R$ 460,5 milhões em investimentos privados previstos em projetos analisados pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) em 2026. As iniciativas contemplam diferentes setores da economia e têm previsão inicial de geração de 265 empregos diretos, além de oportunidades indiretas ligadas à cadeia de fornecedores e serviços.

Os projetos fazem parte das ações vinculadas ao Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social (Prodes), coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades).

Entre os empreendimentos analisados neste ano estão uma indústria destinada à produção de hidrogênio verde e e-metanol, um dos maiores grupos de panificação da América Latina e um centro de distribuição de medicamentos.

Além dos empregos diretos previstos, a implantação desses projetos pode movimentar setores como transporte, engenharia, construção civil, manutenção, comércio e prestação de serviços.

Os números são divulgados no mês em que Campo Grande completa 127 anos e mostram a tentativa do município de ampliar a participação de diferentes atividades econômicas, com foco especialmente nos segmentos industrial, logístico e tecnológico.

“Celebrar os 127 anos de Campo Grande é também celebrar uma cidade que cresce de forma planejada e se prepara para o futuro. Esses investimentos demonstram a confiança da iniciativa privada no nosso município e refletem o trabalho que estamos realizando para oferecer segurança jurídica, infraestrutura e um ambiente favorável aos negócios. Cada empresa que escolhe Campo Grande representa mais empregos, renda e oportunidades para nossa população”, destaca a prefeita Adriane Lopes.

Impacto pode chegar a R$ 120 milhões por ano

Além do valor previsto para implantação das empresas, estudos técnicos da Semades apontam impactos sobre a economia local após o início das atividades.

Segundo as estimativas, apenas dois dos empreendimentos analisados podem movimentar entre R$ 43 milhões e R$ 120 milhões por ano em Campo Grande.

A projeção considera a movimentação gerada pela contratação de serviços, aquisição de produtos, transporte, logística, energia, fornecedores e mão de obra.

A estimativa do município é de que esses projetos possam resultar ainda em uma arrecadação indireta entre R$ 5 milhões e R$ 16 milhões por ano em receitas tributárias decorrentes do aumento da atividade econômica.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, afirma que a análise dos projetos leva em consideração não apenas o volume de recursos anunciado pelas empresas, mas também os efeitos econômicos e sociais.

“Nosso objetivo não é apenas conceder incentivos, mas atrair empresas que deixem um legado para Campo Grande. Cada projeto é analisado com critérios técnicos, considerando os investimentos previstos, a geração de empregos, os impactos econômicos e o retorno para o município. O resultado é uma política pública sólida, que fortalece a economia, amplia a competitividade e prepara a cidade para um crescimento cada vez mais sustentável”.

Empresas precisam cumprir contrapartidas

Os incentivos concedidos pelo Prodes não ficam restritos a benefícios fiscais ou à disponibilização de áreas públicas.

As empresas beneficiadas precisam assumir compromissos previstos em lei, como realizar o investimento apresentado, implantar o empreendimento, gerar e manter os empregos estabelecidos e cumprir as demais obrigações previstas na legislação municipal.

Antes da concessão dos benefícios, os projetos são submetidos à análise técnica da Semades e passam pela avaliação do Codecon. Dependendo do caso, também seguem para aprovação legislativa.

O programa ainda prevê o planejamento da ocupação dos polos empresariais de acordo com as características de cada atividade. A proposta é direcionar as áreas disponíveis considerando fatores como potencial de expansão, inovação, geração de empregos e utilização da infraestrutura pública.

Com os projetos analisados em 2026, a administração municipal aposta na localização de Campo Grande e em sua estrutura logística para ampliar a presença de empresas de diferentes segmentos na Capital.

Fonte:Acritica

Related posts

Crise no agro chega à Justiça, assusta gestores e faz emissão de CRAs desabar 77%

Copasul investe R$ 1 bilhão em indústria de soja em Mato Grosso do Sul

Exportações do agro de MS avançam 12,4% no primeiro semestre de 2026