A coleta de resíduos em Águas do Miranda, distrito de Bonito, é realizada três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas-feiras. O serviço inclui recolhimento porta a porta nas áreas atendidas e caçambas instaladas em pontos estratégicos, mas a Prefeitura da cidade pede a colaboração dos moradores e empreendedores para evitar o descarte irregular.
O trabalho é mantido pela administração municipal, por meio da Sema (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), com execução da empresa APR – Serviços Ltda. Os resíduos também são recolhidos no Pesqueiro do Noé, além de outras localidades rurais, como os assentamentos Guaicurus, Girassol e Santa Lúcia, a comunidade Refúgio das Águias, a região da Gruta do Lago Azul e o aeroporto.
A orientação é que o lixo seja colocado dentro das caçambas, sem deixar materiais espalhados no entorno. Segundo a Prefeitura de Bonito, o uso correto dos recipientes facilita o trabalho das equipes e contribui para manter os espaços limpos.

Empreendimentos têm responsabilidades próprias
Hotéis, pousadas, pesqueiros, ranchos de lazer e outros estabelecimentos classificados como grandes geradores precisam cumprir as exigências legais para acondicionar, transportar e destinar os resíduos produzidos em suas atividades. A coleta pública de lixo doméstico não substitui essas obrigações.
Depois de recolhidos, os resíduos seguem para a área de transbordo de Bonito e, posteriormente, são encaminhados ao aterro sanitário do Cidema (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Integrado das Bacias dos Rios Miranda e Apa), localizado em Jardim.
A logística de atendimento à zona rural percorre aproximadamente 1.200 quilômetros por semana. A operação representa um custo estimado de R$ 1,8 milhão por ano para os cofres municipais, conforme informações divulgadas pela administração.

Descarte irregular está sob apuração
A situação do descarte de resíduos em Águas do Miranda também é alvo de apuração do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Em outubro, o órgão instaurou um inquérito civil para investigar denúncias de descarte irregular a céu aberto na região, incluindo relatos de acúmulo de lixo e possível escoamento de resíduos líquidos em direção a cursos d’água. A apuração busca esclarecer as condições do local e os possíveis impactos ambientais.
Fonte:opantaneiro