quinta-feira, 5 novembro, 2026 08:48
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Bonito evolui de refúgio a polo de ecoturismo certificado

de Redação Bonitonet
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O cheiro de terra úmida misturado ao canto dos pássaros ainda ecoa nas manhãs de quem visita a cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul. O som das águas cristalinas dos rios, o brilho das pedras de calcário e o convite de trilhas que serpenteiam por florestas preservadas transportam o visitante para um cenário que parece intocado. Nos últimos anos, porém, a cidade passou de refúgio de poucos aventureiros a um dos destinos mais procurados da região Centro-Oeste, atraindo turistas de todo o Brasil e do exterior.

O que é exatamente Bonito e por que é conhecida como “cidade cercada por natureza”?

Bonito é um município com população de tamanho considerável, localizado a uma distância considerável de Campo Grande. O nome deriva da água incrivelmente transparente dos seus rios, que permite observar a vida subaquática como se fosse um aquário natural. A cidade está inserida em um bioma de cerrado com áreas de mata atlântica, oferecendo uma variedade de ecossistemas que incluem cavernas, cachoeiras e nascentes. Segundo dados do IBGE, a região possui uma grande diversidade de fauna e flora catalogadas, muitas delas endêmicas.

Por que Bonito se tornou tão popular entre os viajantes?

Vários fatores convergiram para transformar Bonito em um polo turístico. Primeiro, o desenvolvimento de infraestrutura de hospedagem, que passou de pousadas simples a hotéis de padrão internacional, facilitou a estadia de diferentes perfis de turistas. Segundo, a divulgação em campanhas do Ministério do Turismo, que destacou a cidade como exemplo de ecoturismo sustentável, aumentou a visibilidade nacional.

Quais foram as principais mudanças que fizeram Bonito perder parte de seu charme original?

O crescimento rápido trouxe desafios. O aumento do fluxo de visitantes pressionou os recursos hídricos, exigindo a implantação de sistemas de tratamento de água e controle de resíduos. Além disso, a construção de empreendimentos imobiliários nas áreas limítrofes gerou conflitos com comunidades locais que temiam a degradação ambiental. Estudos do Ministério do Turismo apontam que, embora a taxa de ocupação hoteleira tenha aumentado significativamente nos últimos anos, a qualidade da água em alguns rios sofreu queda temporária, exigindo medidas corretivas.

O que substituiu as práticas antigas e quais benefícios e perdas surgiram?

Para equilibrar desenvolvimento e conservação, Bonito adotou o selo de “Ecoturismo Certificado”. Essa certificação impõe limites diários de visitantes em atrações como a Gruta do Lago Azul e o Rio da Prata, além de exigir treinamento de guias locais em práticas de baixo impacto. Como resultado, a cidade ganhou reconhecimento internacional e recebeu visitantes mais conscientes, dispostos a pagar valores maiores por experiências guiadas. Por outro lado, alguns viajantes que buscavam liberdade total de exploração sentem-se restritos pelas normas de acesso.

Bonito (MS) evolui de refúgio a polo de ecoturismo certificado

✦Créditos: Imagem ilustrativa gerada por Inteligência artificial

  • Implementação de sistemas de captação de água da chuva em hotéis.
  • Criação de rotas de bicicleta para reduzir o uso de veículos motorizados.
  • Parcerias com universidades para monitoramento contínuo da biodiversidade.

Bonito hoje: um exemplo de turismo que se reinventa sem perder a essência

A cidade demonstra que é possível conciliar crescimento econômico com preservação ambiental quando há planejamento e engajamento da comunidade. O turismo sustentável trouxe empregos, melhorou a renda per capita e estimulou a valorização cultural, ao mesmo tempo em que protegeu áreas sensíveis. Ainda há desafios, como a necessidade de ampliar a educação ambiental entre os visitantes e garantir que novos empreendimentos cumpram normas rígidas.

Ao olhar para as águas claras que ainda refletem a vegetação exuberante, fica claro que Bonito não é apenas um destino, mas um laboratório vivo de como a natureza e o desenvolvimento podem coexistir. A escolha de visitar essa cidade vai além do lazer: é um convite para participar de um modelo que pode ser replicado em outras regiões do Brasil.

Fonte:revistaoeste

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