Bonito descarta 3ª morte por chikungunya e MS mantém 16 óbitos em 2026

Mato Grosso do Sul voltou a registrar 16 mortes por chikungunya em 2026 após a correção de um erro no sistema do Ministério da Saúde. A inconsistência fez Bonito aparecer temporariamente com três óbitos confirmados pela doença, mas a prefeitura informou que um dos registros era duplicado.

Segundo a administração municipal, a falha ocorreu porque a mesma paciente foi lançada duas vezes na base de dados. Com isso, o total estadual, que havia sido inflado nos últimos dias, foi ajustado. A correção afasta a possibilidade de o Estado igualar, por enquanto, as 17 mortes registradas ao longo de todo o ano de 2025.

O problema foi identificado após o painel federal de arboviroses passar a indicar uma terceira morte por chikungunya em Bonito. Nesta quarta-feira, 13 de maio, a prefeitura confirmou que os dois registros se referiam à mesma pessoa. “A falha ocorreu devido a uma duplicação de um óbito. A paciente Irany entrou duas vezes no sistema, mas já havíamos encerrado o caso”, informou o município.

Com a exclusão do registro repetido, Mato Grosso do Sul soma atualmente 16 óbitos em 2026. Esse total considera 15 mortes confirmadas no painel do Ministério da Saúde e mais um caso recente registrado em Dourados no dia 11 de maio, que ainda não havia sido incorporado ao sistema federal.

A prefeitura de Dourados informou que o painel do Ministério da Saúde costuma apresentar defasagem e que o município usa a plataforma ArboNotifica para monitorar arboviroses em tempo real. Segundo a administração, o sistema acompanha casos de dengue, zika, chikungunya, mayaro e oropouche e ajuda a fortalecer a resposta da Vigilância em Saúde.

Mesmo com a revisão no número de mortes, Mato Grosso do Sul continua como o principal foco de óbitos por chikungunya no Brasil. Das 23 mortes confirmadas no país, 16 ocorreram no Estado, o que representa 69,6% do total nacional.

Dourados lidera o número de mortes, com 11 confirmações. Depois aparecem Bonito e Jardim, com duas mortes cada, e Fátima do Sul, com um óbito.

O avanço da doença também aparece no número de notificações. De janeiro a maio, Mato Grosso do Sul já contabiliza 11.546 casos prováveis de chikungunya. O volume representa mais de 70% de tudo o que foi registrado ao longo do ano passado. A incidência chegou a 394,8 casos por 100 mil habitantes, quase 20 vezes acima da média nacional, de 18,7.

Com esse índice, o Estado lidera o ranking nacional de incidência da doença, à frente de Goiás, Minas Gerais, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Rio Grande do Norte.

Transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada, a chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, mas costuma causar dores articulares mais intensas e prolongadas. Em casos mais graves, a doença pode provocar complicações neurológicas, cardiovasculares e até levar à morte.

Fonte:Acritica

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