Bioparque Pantanal será vitrine de conservação de espécies migratórias na COP15

Celeiro de pesquisas e conservação de espécies migratórias, principalmente peixes como o pintado, dourado e curimbatá, o Bioparque Pantanal vai ser exemplo de biodiversidade e preservação para os participantes da COP15 (15ª Conferência das Partes) da CMS (Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), que acontece de 23 a 29 de março em Campo Grande.

O maior aquário de água doce do mundo abriga 458 espécies e 330 delas já se reproduziram no local, sendo seis sob ameaça de extinção. É em meio a essa diversidade que a Capital recebe a COP15 e o Bioparque vai ser o ponto de encontro para recepção de participantes ainda no sábado (21) e ainda, receberá dois eventos da conferência.

O principal deles é o Launch of the Global Assessment of Migratory Freshwater Fishes (Lançamento da Avaliação Global sobre Peixes Migratórios de Água Doce, em tradução livre). Na agenda, segundo a organização, haverá painéis e pronunciamentos institucionais seguidos de um coquetel. Tal lançamento foi um convite do MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), da CMS (Convenção sobre Espécies Migratórias) e da WWF (World Wide Fund for Nature, ou Fundo Mundial para a Natureza).

A avaliação é resultado de relatório anterior da CMS, em 2011. Agora, o lançamento apresentará um resumo dos conhecimentos atuais sobre os peixes migratórios de água doce; a identificação das espécies que cumprem os critérios da CMS e que poderiam beneficiar-se de sua inclusão na proteção internacional; e ainda descreve opções práticas para que as Partes e os Estados melhorem a gestão e conservação.

Algumas espécies já citadas no primeiro parágrafo estão no Bioparque e, especificamente, o pintado deve ser incluído no apêndice II da convenção, o que o identifica como animal que precisa de cooperação internacional para ser preservado.

Tanto o pintado quanto o curimbatá e o dourado percorrem centenas de quilômetros ao longo dos rios para se reproduzirem e completarem o seu ciclo de vida. “Durante a Piracema, as espécies migram para se reproduzir e garantir o ciclo da vida, como o dourado, o pintado e o curimbatá. Mas barragens, poluição e mudanças climáticas ameaçam essas rotas naturais. No Bioparque Pantanal, nós trabalhamos para conservar essas espécies e gerar conhecimento. Essa é uma pauta global”, cita informativo do Bioparque.

Além do Lançamento da Avaliação Global sobre Peixes Migratórios de Água Doce na terça-feira (24), o aquário ainda vai receber, no dia 26, um outro evento paralelo da COP15: a Cúpula de Governos Subnacionais e o 2º Encontro Regional Centro-Oeste do ICLEI Brasil (Governos Locais pela Sustentabilidade).

De acordo com a assessoria, o evento tem como objetivo fortalecer o protagonismo de governos subnacionais na agenda de conservação da biodiversidade, com especial atenção às espécies migratórias e sua interface com as políticas climáticas e de planejamento urbano.

Fonte:Campo Grande News

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