Atrativos de MS ganham prêmio internacional por conservação e ação climática

No coração da Serra da Bodoquena, dois dos cartões-postais mais conhecidos de Mato Grosso do Sul acabam de ganhar projeção internacional. O Recanto Ecológico Rio da Prata e a Lagoa Misteriosa, em Jardim, foram reconhecidos como vencedores ouro no WTM Latin America 2026, uma das principais vitrines do turismo no continente.

A conquista veio na categoria voltada ao enfrentamento das mudanças climáticas e à conservação da biodiversidade — um reconhecimento que vai além da beleza natural e coloca o Estado no mapa das boas práticas ambientais.

Natureza preservada como modelo de negócio

Mais do que destinos turísticos, os atrativos funcionam como áreas de proteção permanente. Ambos operam como Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), garantindo a preservação de ecossistemas e contribuindo diretamente para a manutenção da biodiversidade da região.

O diferencial que chamou atenção do prêmio internacional foi o modelo de operação “climate positive”. Na prática, isso significa que as atividades desenvolvidas nos locais conseguem capturar mais carbono do que emitem — um avanço relevante em um cenário global pressionado pelas mudanças climáticas.

De MS para o mundo

O reconhecimento reforça o papel de Mato Grosso do Sul como referência em ecoturismo responsável, especialmente na região de Bonito e Jardim, onde a natureza é tratada como ativo estratégico.

Para a diretora de sustentabilidade do grupo, Luiza Coelho, a premiação simboliza anos de trabalho voltados à preservação. Já o diretor Eduardo Coelho foi quem subiu ao palco para receber o certificado, representando o projeto que alia turismo e conservação.

Na prática, o que se vê é um modelo que transforma experiência em consciência: visitantes não apenas contemplam águas cristalinas e formações únicas, mas também entram em contato com um sistema que protege, recupera e valoriza o meio ambiente.

Protagonismo ambiental

A premiação internacional chega em um momento em que Mato Grosso do Sul busca consolidar sua imagem como destino sustentável, apoiado em biomas estratégicos como o Pantanal e a Serra da Bodoquena.

Ao unir turismo, preservação e inovação ambiental, os atrativos de Jardim mostram que desenvolvimento e conservação podem caminhar juntos — e, mais do que isso, podem render reconhecimento global.

Fonte:Campo Grande news

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