A cada seis dias uma pessoa morre no trânsito da Capital

Campo Grande já registrou 40 mortes no trânsito até agora, o que significa que a cada seis dias uma pessoa morreu em acidentes na Capital. Desse total, dois óbitos ocorreram na manhã desta sexta-feira.

Segundo dados atualizados até o dia 3 de julho pelo Grupo de Análise de Sinistros de Trânsito (Gaat) e Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT), 38 pessoas morreram no trânsito de Campo Grande, das quais 27 eram motociclistas. Com os dois últimos óbitos esses dados saltam para 40 mortes, sendo 28 de pessoas de moto.

O ritmo de mortes no trânsito da Capital segue o mesmo do ano passado, quando 71 pessoas morreram de janeiro a dezembro, o que também significou uma morte a cada seis dias.

Porém, está menor que o registrado em 2024, quando foram 80 óbitos causados por acidentes de trânsito. Naquele ano era uma morte a cada cinco dias.

Esses dados consideram vítimas que vieram a óbito no local da colisão e são repassadas pelo Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) e as que morreram no período de até 30 dias em decorrência do acidente, considerando dados dos hospitais.

No recorte deste ano, 28 vítimas morreram no local da colisão e outras 12 vieram a óbito durante o seu atendimento ou já na Santa Casa de Campo Grande, hospital referência para vítimas de traumas em Mato Grosso do Sul.

ACIDENTES
Os acidentes registrados nesta sexta-feira vitimaram um condutor e um motociclista, os dois ocorreram antes de 12h e envolviam uso de bebidas alcoólicas.

O primeiro acidente ocorreu por volta das 4h30min, na Avenida Guaicurus, no Bairro Jardim Monumento, região sul de Campo Grande. Jonathan Pereira de Oliveira, de 27 anos, conduzia um Corsa Sedan, quando perdeu o controle do carro e colidiu contra um muro.

Conforme informações da polícia, no carro, além de Jonathan, havia outras duas pessoas, uma menina, de 17 anos, e um outro homem, de 24 anos, mas ambos foram encaminhados à Santa Casa sem ferimentos graves.

Segundo os policiais foram encontradas latas de cerveja no carro e, supostamente, o grupo estava em uma conveniência anteriormente.

A vítima morreu no momento da colisão, e em imagens capturadas por câmera de segurança é possível ver o carro colidir contra o muro e capotar.

Já no segundo acidente, que aconteceu por volta de 10h30min, um motorista alcoolizado atropelou e matou um motociclista no cruzamento das Ruas Montese e Júlio Anffe, na região da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Wilder dos Santos Rodriguez tinha 37 anos e estava em uma motocicleta quando foi atropelado por um motorista embriagado
Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

A vítima foi identificada como Wilder dos Santos Rodriguez, de 37 anos. Ele conduzia uma motocicleta Honda CG 160 pela Rua Montese quando foi atropelado por um Volkswagen Golf, conduzido por Gustavo Henrique de Oliveira Dias, de 28 anos.

Conforme as informações da polícia, o Golf estava na Rua Montese, em frente ao bar Escobar e o motorista decidiu dar ré para acessar a Rua Júlio Anffe, ao lado do bar Batata+, onde pretendia estacionar. Durante a manobra ele atropelou o motociclista.

Testemunhas relataram que o motociclista trafegava em alta velocidade momentos antes do acidente. As circunstâncias e a dinâmica exata da colisão, no entanto, ainda deverão ser esclarecidas pela perícia.

O motorista do Golf apresentava sinais de embriaguez e realizou o teste do bafômetro, que apontou resultado positivo de 0,88 mg/L de álcool por litro de ar alveolar, ultrapassando o limite de 0,34 mg/L que define crime de trânsito no Brasil.

Foi constatado também que o condutor de 27 anos não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, tanto o Golf quanto a Honda CG 160 estavam com o licenciamento atrasado.

O condutor do Golf foi preso em flagrante por dirigir embriagado.

(Colaboraram João Pedro Flores e Alicia Miyashiro)- Fonte:correiodoestado

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