assados 10 dias desde o início da cobrança da taxa ambiental em Bonito, a população e os turistas continuam sem respostas claras sobre quais serviços, de fato, estão sendo entregues como contrapartida do valor pago. Entre os principais questionamentos está a promessa de assistência médica de emergência vinculada à taxa, especialmente o uso de uma ambulância destinada ao atendimento pré-hospitalar.
De acordo com informações oficiais divulgadas pela Prefeitura, o serviço de Assistência Médica Pré-Hospitalar (APH) incluiria atendimento de urgência fora do ambiente hospitalar, com ambulância Tipo B (Suporte Básico), equipada conforme a Portaria nº 2.048/2002, equipe formada por dois motoristas e dois técnicos de enfermagem, em escala 12×36, com funcionamento diário das 7h às 19h, inclusive em feriados, além do transporte imediato do local do acidente até o Hospital de Bonito. (A seguir imagem do site da Prefeitura de Bonito informando sobre o benefício).

No entanto, na prática, o que se observa é que a ambulância permanece estacionada no pátio da Prefeitura, sem que haja qualquer orientação pública sobre como o serviço deve ser acionado. Até o momento, não foram divulgados canais de contato, protocolos de atendimento, critérios de uso ou se o serviço é exclusivo para turistas, moradores ou ambos.
A ausência dessas informações levanta um questionamento legítimo: a população e os turistas estão pagando por um serviço que ainda não está operacional? A falta de comunicação oficial gera insegurança, especialmente em um destino turístico de natureza, onde situações de emergência podem ocorrer.
Diante disso, cresce a expectativa por esclarecimentos objetivos por parte do poder público. Quem pode acionar a ambulância? Em quais situações? Qual número deve ser chamado? O serviço já está ativo ou ainda em fase de implantação? Essas são perguntas simples, mas que seguem sem resposta.
Transparência e informação clara são essenciais para garantir a confiança da população e dos visitantes, especialmente quando se trata de uma cobrança obrigatória vinculada à prestação de serviços públicos. Enquanto isso não ocorre, a taxa ambiental segue sendo cobrada, mas os serviços prometidos continuam, ao menos até agora, no campo do anúncio — e não da execução.
Vamos seguir acompanhando as informações e atualizações sobre o assunto.
Fonte:b1Noticias