A segunda fase da Operação Dirty Pix foi deflagrada nesta quarta-feira (7) com o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão em Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju e Selvíria.
Entre os presos estão Jacob Breure, presidente do Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa; Júlio César Alves da Silva, representante comercial ligado à Pharbox e já citado nas investigações enteriormente; e a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho.
Mandados de busca e apreensão são cumpridos contra pessoas ligadas ao hospital, como Eduardo Terra, que exerceu a função de tesoureiro. São citadas ainda, Rosângela Zanetti Martins Freitas, contadora, e Roseli Corrêa, que ocupou a diretoria administrativa do hospital entre 2022 e 2024.
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), as apurações tiveram início a partir de suspeitas relacionadas ao uso de recursos destinados à aquisição de uma máquina de ressonância magnética e de uma autoclave. Com o aprofundamento da investigação, outros convênios passaram a ser analisados.
O Ministério Público aponta que os recursos públicos envolvidos no suposto esquema ultrapassam R$ 18 milhões. O valor inclui contratos relacionados à compra de equipamentos e materiais hospitalares, aquisição de uma UTI móvel e execução de obras de reforma.
A investigação também apura possíveis irregularidades como superfaturamento, direcionamento de contratações, movimentações financeiras consideradas suspeitas e uma possível tentativa de dificultar o andamento das apurações.
Procurada pela Jota FM, a direção do Hospital Elmíria Silverio Barbosa declarou que a instituição não está entre os alvos da operação e que segue com os atendimentos. “O que podemos informar, até o momento, é que o hospital não foi alvo da situação e segue funcionando normalmente, prestando seus atendimentos à população”, diz a nota.
Fonte:radiojotafm