quinta-feira, 13 agosto, 2026 16:38
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Morar no Paraguai: como emigrar para um dos destinos mais acessíveis da América do Sul, com residência via Mercosul

de @bonitonet
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Segurança é considerada superior à dos países vizinhos, mas sistema de saúde público é subfinanciado

Um dos destinos mais acessíveis da América do Sul para brasileiros, o Paraguai combina custo de vida acessível e um processo de residência simples via Mercosul, permitindo obter a residência temporária de dois anos baseada apenas na comprovação da nacionalidade. O clima, similar ao do Brasil, e o idioma, espanhol, facilitam a adaptação. Já o sistema de saúde paraguaio conta com o setor público, mas exige contribuição privada. O sistema público é subfinanciado e o privado, diferente de outros países, não é de alta qualidade e atende cerca de 27% da população. Quem emigra precisa de um plano de saúde e orçamento para arcar com a maioria dos custos médicos.

Já a segurança do país é considerada superior à média da América do Sul, com índices de violência significativamente menores que os do Brasil. No Global Peace Index, o Paraguai ocupa a 75ª posição, figurando entre os Estados na categoria de pacificidade “média”.

O clima paraguaio é subtropical, com verões quentes e invernos amenos. A região noroeste do país está inteiramente localizada nos trópicos e possui um clima tropical típico, com a maior parte das chuvas concentrada nos meses mais quentes. A metade sudeste apresenta temperaturas um pouco mais baixas durante todo o ano, mas os verões são tipicamente quentes e úmidos.

Custo acessível
Com um dos custos de vida mais acessíveis da região, o Paraguai registra um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0.717, considerado alto. O salário mínimo vigente no país é de 2.899.048 guaranis (cerca de R$ 2.300). Já a renda média mensal fixa-se em US$ 1.400, segundo dados do Instituto de Estatísticas do Trabalho de 2025. Os órgãos internacionais (Banco Mundial, FMI, OIT e OCDE) que calculam o salário médio utilizam a Paridade de Poder de Compra (PPC) para garantir uma comparação justa do custo de vida. Em vez de usar o câmbio comercial flutuante, o PPC ajusta o salário à realidade local de cada país. Na prática, o número revela o seu verdadeiro padrão de consumo, mostrando o equivalente ao que essa renda conseguiria comprar nos Estados Unidos.

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O valor médio do aluguel, por exemplo, varia conforme a localização e o tipo de imóvel, com preços começando em aproximadamente 1.460.000 guaranis (cerca de R$ 1.250) para estúdios ou apartamentos simples fora dos grandes centros.

Em Assunção, a passagem para ônibus convencionais gira em torno de 3.400 guaranis (aproximadamente R$ 2,30). Para o uso do trabalhador, o custo mensal estimado seria de 149.600 guaranis (cerca de R$ 100), com ida e volta.

Com alimentação, uma pessoa solteira gasta, em média, entre 1.200.000 e 1.500.000 guaranis (cerca de R$ 1.000 a R$ 1.200) por mês. Esse valor cobre confortavelmente tanto as compras de supermercado quanto o hábito frequente de comer fora em restaurantes casuais do país.

Residência via Mercosul
O Paraguai tem se consolidado como destino para profissionais estrangeiros que trabalham remotamente sem moradia fixa, os chamados nômades digitais, e também oferece uma via expressa de residência permanente para investidores.

Para se tornar residente legal, o principal caminho é a Residência Temporária, válida por dois anos e porta de entrada obrigatória para a maioria dos imigrantes, incluindo nômades digitais, profissionais e estudantes. Dentro dela há duas vias: o Regime Geral, que exige documentação básica e pode ser prorrogado por mais dois anos, e o Acordo Mercosul, uma via facilitada para brasileiros e cidadãos do bloco.

Cumpridos os dois anos como residente temporário, é possível solicitar a Residência Permanente, com renovação do cartão físico a cada dez anos. O país mantém ainda um programa robusto de repatriação, que prevê residência para familiares de seus cidadãos que vivem no exterior.

Fonte: OGLobo

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