quinta-feira, 30 julho, 2026 15:57
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Santa Casa suspende cirurgias eletivas e cobra repasse de R$ 26 milhões

de Redação Bonitonet
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A Santa Casa de Campo Grande cobrou uma decisão urgente da Justiça para receber R$ 26.564.109,41 do município de Campo Grande e do Estado de Mato Grosso do Sul de forma compartilhada.

Em manifestação apresentada na noite de quarta-feira (29), os advogados do hospital apresentam um cenário caótico, com falta de insumos, suspensão de cirurgias eletivas e até ameaça de demissão em massa de médicos.

Diante disso, pediram que o juiz Cláudio Müller Pareja tome uma decisão urgente até esta sexta-feira (30) para a efetivação desses repasses. Isso porque já houve decisão judicial confirmando o pagamento do valor, referente aos repasses feitos sem correção monetária pelo IPCA, desde dezembro de 2025 até julho de 2026.

O total é de R$ 15,3 milhões para a Prefeitura de Campo Grande e outros R$ 11,1 milhões do Estado.

Como não houve acordo entre as partes sobre um novo contrato, a Santa Casa quer que a Justiça determine a prorrogação por mais 30 dias, para receber os repasses de agosto, sob a condição de que haja a regularização dos R$ 26 milhões em atraso.

Cirurgias suspensas e demissão em massa de médicos

Sem receber pelos serviços prestados, as equipes cirúrgicas planejam pedir demissão em massa do hospital, ameaçando interromper completamente os atendimentos na unidade

Entre as especialidades afetadas pela paralisação, estão cardiologia intervencionista, urologia, ortopedia, radiologia intervencionista, ultrassonografia e psiquiatria. Já os procedimentos eletivos suspensos abrangem as áreas gerais, pediátricas, cardíacas, pediátricas cardíacas e vasculares.

A médica ressalta que as especialidades de hematologia, oncologia e a equipe de transplante renal continuarão seus atendimentos normalmente devido à complexidade desses pacientes.

Município

Enquanto o poder público e a Santa Casa não chegam a um acordo, o município mantém os pagamentos baseado em convênio anterior que vem sendo renovado sucessivamente pela Justiça, até então nos mesmos termos — antes da decisão que determinou a correção monetária.

Isso porque o município alega que o hospital não estaria cumprindo as metas de atendimento, com redução no número de exames e internações.

Santa Casa pede aumento de R$ 158 milhões

O maior hospital de Mato Grosso do Sul está há 20 meses com contratos extraordinários sendo prorrogados até que um novo acordo seja firmado entre as partes.

Conforme documento apresentado à Justiça pela Santa Casa, o hospital acumula rombo de R$ 20 milhões nesse período, por conta da falta de correção inflacionária nesses repasses.

Assim, para resolver o problema, o hospital pede que a Justiça obrigue Estado e Município a fazerem novo convênio, passando dos atuais R$ 32,7 milhões mensais para R$ 45.946.359,89.

Fonte:MM

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