Vitória de Abelardo de la Espriella no domingo (21) mudou cenário político na Colômbia e deu à direita o 7º governo dos 12 países sul-americanos
A vitória da direita na eleição presidencial da Colômbia ajudou a direita a ganhar uma superioridade no número de governos de esquerda na América do Sul. Com a vitória de Espriella, a direita passará a governar sete dos 12 países da América do Sul.
A vitória na Colômbia consolidou avanço da direita no continente. Historicamente, as forças políticas da região alternam períodos de domínio.
Apesar da esquerda ter prevalecido no continente no início do século 21, com a chamada “onda rosa”, a direita recuperou espaço nos últimos anos.
A vitória de Abelardo de la Espriella na eleição presidencial da Colômbia deu à direita a superioridade sobre a esquerda nos governos dos países da América do Sul.
Abelardo de la Espriella, candidato de direita, foi declarado vencedor da eleição para presidente da Colômbia neste domingo (21), segundo apuração preliminar. Em uma votação apertada, o direitista foi eleito com 49,66% dos votos, contra 48,7% do esquerdista Iván Cepeda —uma margem de apenas 250 mil votos. O resultado final será divulgado nos próximos dias após apuração de todos os votos, em processo chamado “escrutínio”.
Com a vitória de Espriella, a direita ultrapassou a esquerda nos governos da América do Sul, controlando sete dos 12 países sul-americanos.
A vitória marcou não apenas uma virada ideológica na Colômbia —já que o candidato do presidente esquerdista Gustavo Petro foi derrotado—, mas também uma consolidação do avanço da direita no continente, que saiu vitoriosa nas últimas três eleições presidenciais:
Abelardo de la Espriella na Colômbia, em junho de 2026;
José Antônio Kast no Chile, em dezembro de 2025;
Rodrigo Paz na Bolívia, em outubro de 2025.
Veja no mapa abaixo como está a atual disposição entre direita e esquerda na América Latina:
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/R/2/extca4QayU2O9k7yDgzg/260621-info-governos-direita-esquerda-america-sul.png)
Mapa mostra disposição entre países governados pela esquerda e pela direita na América Latina após eleição na Colômbia em junho de 2026. — Foto: Bruna Azevedo/Arte g1
O Peru aparece em cinza no mapa acima porque sua eleição se encontra no final da apuração, que já dura duas semanas. Apesar disso, ele é considerado o 7º país governado pela direita porque o governo que está deixando o poder é de Dina Baluarte, de direita, e a candidata direitista Keiko Fujimori está com 50,111% dos votos, 41 mil à frente do esquerdista Roberto Sánchez, com mais de 99,6% das urnas apuradas. Ou seja, a tendência política vai se manter.
Historicamente, as forças políticas da região alternam períodos de domínio. Apesar de a esquerda ter prevalecido no continente no início do século 21, com a chamada “onda rosa”, a direita recuperou espaço nos últimos anos.
Nos últimos meses, a direita contou com a ajuda do Chile e da Bolívia para chegar a esse cenário a um equilíbrio de poderes. Após quase duas décadas no poder, a esquerda ficou de fora do segundo turno das eleições bolivianas. A vitória foi de Rodrigo Paz, em 19 de outubro.
Fonte: G1