quarta-feira, 17 junho, 2026 16:16
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Empresas de MS adotam protocolos rigorosos para garantir segurança em esportes de aventura

de @bonitonet
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Treinamento, inspeção de equipamentos e planos de emergência estão entre as medidas adotadas por operadores de rapel, trilhas e outras atividades radicais

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Empresas afirmam que treinamento, inspeção de equipamentos e análise de riscos são etapas obrigatórias antes das atividades. (Foto: reprodução @trilhaextrema
Empresas afirmam que treinamento, inspeção de equipamentos e análise de riscos são etapas obrigatórias antes das atividades. (Foto: reprodução @trilhaextrema

A recente morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, durante a prática de rope jump em Limeira (SP), reacendeu o debate sobre a segurança nos esportes de aventura.

Em meio à repercussão do caso, empresas do setor em Mato Grosso do Sul destacam que atividades como rapel, trilhas, canionismo, tirolesa e voo livre podem ser realizadas com segurança quando seguem protocolos técnicos, utilizam equipamentos adequados e contam com profissionais capacitados.

Especializadas em turismo de aventura, as empresas Voo do Cerrado e Trilha Extrema destacam que a gestão de riscos faz parte da rotina operacional e envolve desde a avaliação das condições climáticas até a inspeção minuciosa dos equipamentos antes de cada atividade.

Fundada por Edgar Gonçalves Mendonça, a Voo do Cerrado trabalha com rapel, trilhas guiadas, camping, voo livre, tirolesa e experiências em meio à natureza. A empresa também participa da operação de uma das maiores tirolesas de Mato Grosso do Sul, localizada na Fazenda Piana, em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande.

Segundo Edgar, cada atividade começa com um briefing de segurança, conferência dos equipamentos, análise meteorológica, inspeção das ancoragens e orientações específicas aos participantes. “Nossos procedimentos seguem rigorosamente uma tríade de gestão de riscos baseada em três pilares fundamentais: operador, equipamentos e condições meteorológicas”, afirmou o fundador da Voo do Cerrado.

Condições climáticas são avaliadas antes da realização de atividades como rapel, tirolesa e voo livre. (Fotos: reprodução @voodocerrado)

A empresa explica que também utiliza sistemas de redundância em ancoragens, conexões e equipamentos considerados críticos, além de realizar checagem cruzada entre operadores antes de qualquer descida de rapel, lançamento em tirolesa ou decolagem no voo livre.

“Nessa etapa, um profissional confere o sistema montado pelo outro, verificando equipamentos, travamentos, ancoragens, conexões e procedimentos operacionais, reduzindo significativamente a possibilidade de falhas humanas”, destacou Mendonça.

Na Trilha Extrema, empresa que atua há 11 anos no mercado, os protocolos seguem normas técnicas específicas para o turismo de aventura. As diretrizes estabelecem critérios para a gestão da segurança das operações, a qualificação dos condutores e as informações que devem ser repassadas aos participantes antes de cada atividade.

De acordo com Cristevan Frederico Corrêa Veloso, sócio-proprietário da Trilha Extrema, a adoção dessas normas busca reduzir riscos e padronizar os procedimentos durante as operações. “O grande desafio hoje é fazer o cumprimento, inserir e implementar essas normas nas atividades. A segurança não é opção, ela é uma obrigação de quem trabalha com atividade turística e de aventura”, afirmou Veloso.

A manutenção preventiva é apontada pelas duas empresas como um dos principais fatores para evitar acidentes.

Na Voo do Cerrado, todos os equipamentos passam por inspeções visuais e funcionais antes e depois do uso. Os materiais também possuem controle de armazenamento e acompanhamento da vida útil. “Qualquer item que apresente desgaste, dano ou dúvida quanto à sua integridade é imediatamente retirado de operação e substituído conforme as recomendações dos fabricantes”, informou Mendonça.

Na Trilha Extrema, as cordas utilizadas em atividades de rapel costumam ser substituídas entre seis meses e um ano de uso, mesmo quando os fabricantes indicam prazos maiores. “Evitamos realmente ter no nosso material equipamentos que não estejam em condições adequadas de uso”, explicou Veloso.

Mosquetões, freios, cadeirinhas e demais equipamentos também passam por inspeções periódicas para identificar sinais de desgaste, corrosão ou qualquer alteração que possa comprometer a segurança. A qualificação das equipes aparece como outro ponto central nos protocolos das empresas.

A Voo do Cerrado mantém treinamentos em Primeiros Socorros, Atendimento Pré-Hospitalar (APH), Brigada de Incêndio, Operação de Tirolesa e Trabalho em Altura, além de reciclagens periódicas. Já a Trilha Extrema exige cursos de Competências Mínimas do Condutor, Condutor de Turismo de Aventura e Primeiros Socorros em Áreas Remotas.

“Cada dia mais as empresas têm se profissionalizado e melhorado seus procedimentos. Os equipamentos estão mais seguros, mas a capacitação e o treinamento da equipe continuam sendo imprescindíveis”, afirmou Veloso.

Como escolher uma empresa de aventura segura

As empresas também ressaltam que parte da segurança depende da escolha de operadores qualificados e da observação dos protocolos adotados.

“Procure saber quem é essa empresa, quanto tempo ela tem de experiência, quem são os instrutores. Não existe problema em perguntar se os equipamentos são adequados, se são revisados e se a empresa atende aos requisitos das normas”, orientou Veloso.

As atividades podem ser canceladas ou interrompidas em situações como chuvas intensas, incidência de raios, ventos fortes, falhas operacionais, problemas nos equipamentos ou presença de animais silvestres que possam colocar participantes e equipe em risco. “Para a Voo do Cerrado, a segurança sempre prevalece sobre o cronograma ou interesses comerciais”, ressaltou Mendonça.

Para os empresários do setor, aventura e segurança devem caminhar juntas. “Quando há planejamento, qualificação técnica, disciplina operacional e respeito aos protocolos, é possível proporcionar experiências marcantes com elevados padrões de segurança e responsabilidade”, concluiu o fundador da Voo do Cerrado.

Antes de cada atividade, participantes recebem orientações sobre segurança e uso correto dos equipamentos. (Fotos: reprodução @trilhaextrema)

Fonte: ACrítica

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