terça-feira, 5 maio, 2026 13:30
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Ponte em fase final no rio Paraguai é peça-chave em rota que liga o Brasil ao Pacífico

de Redação Bonitonet
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Uma obra que busca ligar os oceanos Atlântico e Pacífico através de uma estrada de mais de 2,4 mil quilômetros tem em uma ponte entre Brasil e Paraguai um dos seus pontos centrais. É o Corredor Bioceânico de Capricórnio (CBC), também chamado de Rota Bioceânica, que quer conectar o porto de Santos com os portos do Norte do Chile.

Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que está em fase final de construção, terá 1.294 metros de comprimento e 29 metros de altura. Financiada com recursos da Itaipu Binacional, o valor orçado para a obra da ponte é de R$ 424,3 milhões (85 milhões de dólares).

A estrutura é vista como estratégica para a consolidação do Corredor Bioceânico de Capricórnio (CBC). A ponte fica sobre o rio Paraguai, entre as cidades de Porto Murtinho (MS), e Carmelo Peralta, no Paraguai.

Além da ponte e dos acessos, estruturas alfandegárias serão construídas nos dois lados da fronteira. A Receita Federal prevê um fluxo inicial de 250 caminhões por dia, que pode aumentar de forma progressiva conforme a nova rota se consolide como uma alternativa logística de exportação e importação para o Mercosul e a Ásia.

Em que etapa está a construção da ponte

Autoridades e representantes dos governos do Brasil, Argentina, Paraguai e Chile participaram de uma reunião virtual na quarta-feira (29) para atualizar o andamento das obras do Corredor Bioceânico de Capricórnio. No momento, as obras da ponte estão 90% concluídas e a previsão é que as duas partes da plataforma se encontrem até fim de maio.

O projeto ainda conta com um acesso que liga a BR-267 com a nova estrutura pelo lado brasileiro, com 13,1 quilômetros de extensão. O trecho está com 35% das obras executadas, e exigiu a construção de diversas pontes e bueiros por atravessar uma região bastante úmida. As obras do Centro Aduaneiro ainda não foram iniciadas, já que dependem de definições das autoridades paraguaias.

Ponte binacional integra nova rota

Máquinas realizam terraplanagem em rodovia que integra o Corredor Bioceânico.
Vista aérea da Ponte Internacional da Rota Bioceânica em construção sobre o rio Paraguai, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta.
Vista aérea da ponte binacional em construção sobre rio na fronteira entre Brasil e Paraguai.
Imagem aérea mostra cabos, pilares e pista em construção da ponte binacional.
Detalhe dos pilares e do tabuleiro da Ponte da Rota Bioceânica em fase final de construção.
Mapa da Rota Bioceânica de Capricórnio mostra a ligação terrestre entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, conectando o porto de Santos a portos no norte do Chile.
Estrada em fase de implantação corta área rural com vegetação dos dois lados.
Máquinas realizam terraplanagem em rodovia que integra o Corredor Bioceânico.
Vista aérea da Ponte Internacional da Rota Bioceânica em construção sobre o rio Paraguai, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta.

O que é o Corredor Bioceânico

A rota pretende proporcionar uma integração física e cultural entre os países latino-americanos, e beneficiar não somente a economia, mas também o desenvolvimento da região. O corredor une o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil a países vizinhos como Paraguai, Argentina e Chile. O projeto é visto com o potencial de expandir as trocas em uma área considerada essencial para a América Latina.

O Corredor Bioceânico e a Ferrovia Bioceânica são projetos da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA). Os territórios subnacionais envolvidos (departamentos, regiões, províncias ou estados, conforme o país) solicitaram ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apoio estratégico e financeiro para elaborar um Plano Diretor Regional de Integração e Desenvolvimento.

Quais devem ser os impactos da nova rota

Uma transação comercial entre Brasil e Ásia demora atualmente cerca de 30 dias. A expectativa é que esse tempo seja reduzido para 10 dias com o Corredor Bioceânico, o que deve resultar na redução de custos e barateamento de produtos.

O tempo de exportações e importações também deve ser reduzido para a Oceania e costa oeste dos Estados Unidos. Ainda, o projeto deve resultar no crescimento socioeconômico e ambiental, especialmente para a população fronteiriça.

A Ponte Internacional da Rota Bioceânica auxilia neste processo, reduzindo distância e custos logísticos, o que aumenta a competitividade para a produção regional, especialmente em setores como grãos, carne e celulose.

Fonte:NSCTOTAL

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