quinta-feira, 16 abril, 2026 12:07
Home Manchete40°C de pura aventura e 60% do Pantanal: a cidade às margens do Rio Paraguai onde o calor faz parte do roteiro

40°C de pura aventura e 60% do Pantanal: a cidade às margens do Rio Paraguai onde o calor faz parte do roteiro

de @bonitonet
0 comentários

O sol pesa cedo, o cheiro do rio chega antes do café e o casario do porto recebe o dia em tons claros. Corumbá é a porta de entrada do Pantanal brasileiro e guarda cerca de 60% do bioma no Mato Grosso do Sul. A 35°C de média no auge do verão, a Capital do Pantanal reúne fauna selvagem, casarões tombados e cultura fronteiriça às margens do Rio Paraguai.

Por que Corumbá é chamada de Capital do Pantanal?

Corumbá ocupa cerca de 60% do território pantaneiro do Mato Grosso do Sul, o que faz da cidade a principal porta de entrada para o bioma. Segundo a Prefeitura de Corumbá, grande parte do município está dentro da maior planície alagável do planeta, com paisagem que muda ao longo do ano conforme o ritmo das águas.

O reconhecimento internacional vem do título de Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 2000. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Pantanal abriga cerca de 3.500 espécies de plantas, 463 de aves, 124 de mamíferos e 325 de peixes de água doce.

Curiosidades que poucos brasileiros conhecem sobre a Cidade Branca

Corumbá guarda detalhes pouco conhecidos pelo brasileiro comum. Os mais marcantes são: 

  • Cidade Branca: o apelido vem do solo rico em calcário, que dá tom claro às ruas e às pedras das construções.
  • Terceiro maior porto fluvial da América Latina: o Porto Geral de Corumbá movimenta cargas pelo Rio Paraguai há mais de um século.
  • Fronteira viva: a cidade faz divisa com a Bolívia, e a presença boliviana e paraguaia molda a culinária, a música e o cotidiano local.
  • Casario do Porto tombado: o conjunto de casarões neoclássicos à beira do rio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e lembra o ciclo do comércio fluvial do início do século XX.
  • Maior carnaval do Mato Grosso do Sul: a cidade realiza um dos mais tradicionais desfiles de escolas de samba do Centro-Oeste.
40°C de pura aventura e 60% do Pantanal: a cidade às margens do Rio Paraguai onde o calor faz parte do roteiro
Corumbá é destino único para viver perto do Pantanal // Créditos: Wikipedia

Vale a pena viver na cidade do Rio Paraguai?

Vale a pena para quem busca custo de vida acessível, contato direto com a natureza e cultura de fronteira. Os preços de moradia ficam abaixo dos praticados em capitais como Campo Grande, e a vida pantaneira atrai pesquisadores, pescadores esportivos e quem quer um ritmo mais tranquilo longe das grandes cidades.

Com cerca de 112 mil moradores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Corumbá é o maior município do Mato Grosso do Sul em extensão e o segundo do Centro-Oeste. A presença do porto, da pesca esportiva, do turismo e da mineração diversifica a economia, enquanto a fronteira com a Bolívia movimenta o comércio. O ponto fraco é o calor intenso quase o ano inteiro, que exige adaptação de quem vem de regiões mais frias.

O que fazer em Corumbá em alguns dias?

O roteiro mistura natureza pantaneira, patrimônio histórico e cultura fronteiriça. As paradas mais procuradas são:

  • Estrada Parque Pantanal: via de terra que corta o bioma e funciona como um zoológico a céu aberto, com jacarés, capivaras, tuiuiús e até onças-pintadas.
  • Casario do Porto Geral: conjunto arquitetônico tombado à beira do Rio Paraguai, ideal para fotos no fim de tarde.
  • Cristo Rei do Pantanal: estátua no topo do Morro do Cruzeiro, com vista panorâmica de 360 graus da cidade e da planície.
  • Museu de História do Pantanal (MUHPAN): instalado em um prédio de 1876, conta a história do bioma e dos povos pantaneiros com recursos interativos.
  • Forte Junqueira: construído em 1871 com calcário, abriga 12 canhões e oferece vista privilegiada do Pantanal.
  • Forte Coimbra: construção militar do século XVIII que defendia a fronteira brasileira.
  • Passeio de barco pelo Rio Paraguai: pôr do sol entre tons de fogo, com avistamento de aves e jacarés nas margens.
  • Casa do Artesão: peças em couro, madeira e cerâmica feitas por artesãos locais.

A gastronomia pantaneira tem sotaque de rio e influência da fronteira. As experiências mais marcantes são:

  • Pacu assado: peixe típico do Pantanal, servido com farofa de banana e arroz branco.
  • Pintado na telha: peixe grelhado em telha de barro, prato presente em quase todos os restaurantes pantaneiros.
  • Dourado: outro peixe nobre da região, servido grelhado, ensopado ou frito.
  • Caldo de piranha: caldo grosso e picante, tradição dos pescadores locais.
  • Chibé: prato simples feito com farinha, água gelada e peixe, herança dos povos ribeirinhos.
  • Saltenha: pastel assado de origem boliviana, recheado com carne, batata e ovo.
  • Sopa paraguaia: bolo salgado feito com fubá, queijo e cebola, herança da fronteira com o Paraguai.
  • Chipa: pãozinho de queijo paraguaio, vendido em padarias e feiras de Corumbá.

Qual a melhor época para visitar a Capital do Pantanal?

A escolha depende do que você quer ver: a seca, entre maio e setembro, é a melhor para observar animais, porque a fauna se concentra nos pontos de água. A cheia, entre dezembro e março, transforma a paisagem em um espelho d’água sem fim. O calor é intenso o ano inteiro, então leve protetor solar, chapéu e muita água.

Como chegar à Capital Branca?

Corumbá fica a cerca de 420 km de Campo Grande, capital do estado, pela BR-262, em um trajeto de aproximadamente seis horas de carro. A cidade conta com aeroporto regional, com voos a partir de Campo Grande, São Paulo e outros centros. De ônibus, a viagem desde a capital sul-mato-grossense leva entre seis e sete horas, com linhas diárias. A travessia para a cidade boliviana de Puerto Quijarro fica a poucos minutos do centro de Corumbá.

Conheça Corumbá e mergulhe no coração do Pantanal

A combinação de bioma único, casarões tombados, cultura de fronteira e a rotina às margens do Rio Paraguai faz da Cidade Branca um caso raro no Brasil. Poucas cidades reúnem tanta natureza, tanta história e tantos sabores em um único lugar.

Fonte: RevistaOeste

Você também pode gostar

-
00:00
00:00
Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00