quarta-feira, 8 abril, 2026 17:49
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Jardim investiga nova morte por chikungunya: MS soma 4 óbitos suspeitos e 7 confirmados

de Redação Bonitonet
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A cidade de Jardim, investiga mais uma morte por suspeita de chikungunya. A vítima é um homem, de 94 anos, que morreu no sábado (4). Mato Grosso do Sul acumula sete mortes confirmadas pela doença em 2026, além de mais três óbitos em investigação na cidade de Dourados.

Uma mulher com 82 anos morreu de chikungunya em Jardim no dia 23 de março deste ano. Além dela, morreu um homem em Bonito, aos 72 anos, no dia 19 do mês passado. Em Dourados, foram cinco vítimas indígenas: mulheres de 69 anos (morte em 25/02) e 60 anos (12/03); um homem de 73 anos (04/02); e dois bebês, meninos de um mês (19/03) e três meses (06/03).

Ainda, a cidade de Dourados investiga mais três mortes por suspeita de chikungunya. No domingo (3), morreram dois indígenas: um menino de 12 anos e um homem de 55 anos. Nesta terça-feira (7), houve o registro da primeira suspeita de morte pela doença fora da reserva indígena — uma menina de apenas 10 anos. Ou seja, no total, Mato Grosso do Sul tem quatro mortes em investigação até o momento.

Epidemia de chikungunya em Jardim

Ao Jornal Midamax, o secretário de Saúde de Jardim, Jorge Cafure Junior, confirmou o óbito em investigação na cidade. Conforme o Ministério da Saúde, o município de 23.981 habitantes registra 316 casos prováveis de chikungunya — 21,52% deles ainda aguardam resultado de exame no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública). Assim, a incidência chega a 1.289,6 casos por 100 mil habitantes na cidade, o que significa que a cidade enfrenta epidemia de chikungunya.

“Ainda temos uma pessoa internada em Dourados”, informa Jorge Cafure Junior. Ele afirma, ainda, que o município se preocupa com as consequência de longo prazo da doença. Mais da metade dos pacientes com chikungunya tem sequelas por anos, com dores crônicas nas articulações. “Nós colocamos uma fisioterapeuta desde fevereiro para atender exclusivamente essa população que foi acometida pela doença”, diz o secretário.

Segundo ele, a prefeitura da cidade realiza visitas constantes em residências e propagandas educativas nas rádios locais, com destaque para as medidas de prevenção e os sintomas de chikungunya. No entanto, o secretário de Saúde também afirma que a população precisa colaborar com essas medidas. “Os agentes batem na porta e as pessoas não abrem, não querem receber e não podemos invadir a casa.”

No caso de terrenos baldios com mato alto, segundo Jorge Cafure Junior, o município de Jardim tem realizado ações para coibir o abandono de lotes, principalmente no caso de pessoas que não moram mais na cidade. “A prefeitura está multando, está notificando, é burocrático, mas tende a surtir efeito”, conclui.

Chikungunya em MS

Mato Grosso do Sul tem 4.214 casos prováveis de chikungunya desde o início de 2026. A incidência chega a 144,1 casos por 100 mil habitantes — quase 13 vezes maior que a média nacional. Estes dados foram atualizados na terça-feira (7), no painel de monitoramento das arboviroses, do Ministério da Saúde.

No ranking de incidência, Mato Grosso do Sul lidera, seguido de Goiás (95,6), Rondônia (30,7), Minas Gerais (30,4), Mato Grosso (18,4), Tocantins (16,8) e Rio Grande do Norte (12,3).

O Brasil tem 24.378 casos prováveis de chikungunya. Assim, Mato Grosso do Sul representa 17,2% do total nacional. Além disso, são 15 mortes confirmadas no país, sendo que 46,6% estão concentradas no Estado.

epicentro no Estado é a cidade de Dourados. O município, que concentra cinco mortes e 2.859 casos prováveis, recebeu apoio da Força Nacional do SUS, teve reconhecimento de emergência sanitária e mais de R$ 3,1 milhões de recursos federais para enfrentamento da epidemia.

Como me proteger?

Confira dicas práticas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde:

  • Estique ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos e evitar a formação de poças d’água;
  • Guarde garrafas, potes e vasos de cabeça para baixo;
  • Descarte garrafas PET e outras embalagens sem uso;
  • Coloque areia nos pratos de vasos de planta;
  • Guarde pneus em locais cobertos ou descarte-os em borracharias;
  • Amarre bem os sacos de lixo;
  • Mantenha a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem fechados;
  • Não acumule sucata e entulho;
  • Limpe bem as calhas de casa e as lajes;
  • Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos;
  • Limpe e seque as bandejas de ar-condicionado e geladeira;
  • Elimine a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras;
  • Mantenha em dia a manutenção das piscinas.

Chikungunya mata e causa sequelas

Segundo o Ministério da Saúde, o vírus chikungunya também pode causar doença neuroinvasiva, que é caracterizada por agravos neurológicos, tais como: encefalite, mielite, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias. Óbitos são recorrentes nos grupos de risco, que são pessoas em extremos de idade, como bebês e idosos.

Sintomas:
  • Febre;
  • Dores musculares;
  • Dor de cabeça;
  • Dores intensas nas articulações;
  • Manchas vermelhas pelo corpo;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Dor nas costas;
  • Conjuntivite não purulenta;
  • Náuseas e vômitos;
  • Inchaço nas articulações;
  • Coceira na pele, que pode ser generalizada ou localizada nas palmas das mãos e solas dos pés;
  • Diarreia e/ou dor abdominal;
  • Dor de garganta;
  • Calafrios.

A doença começa na fase aguda, que dura de 5 a 14 dias, e é caracterizada pela febre e pelas dores nas articulações. De 15 dias a três meses, ocorre a fase pós-aguda. Se os sintomas persistirem, o Ministério da Saúde considera que a fase crônica já está instalada. Mais da metade dos acometidos por chikungunya sofre com a dor nas articulações, que pode persistir por anos.

Fonte:MM

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