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Bebê internado em MS recebe 400 e-mails e 37 pedidos de famílias para adoção

O bebê, ainda internado em estado grave após a morte da mãe no parto, continua com centenas de pessoas interessadas para adoção. Nas últimas 24 horas, conforme o TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), houve o recebimento de 400 e-mails, além de 37 pedidos de famílias para adoção e ‘ligações de minuto a minuto’, de todo o país.

“Estamos fazendo a triagem com todos os interessados. Quando a pessoa liga, por exemplo, nós já informamos que o estado de saúde do bebê é grave e ele necessita de cuidados intensivos, até para saber se este pretendente realmente está ou vai se manter interessado. Essa pessoa precisa ser preparada para este momento e vai passar por um curso antes da adoção”, afirmou a reportagem a diretora da Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJ-MS, Célia Wolfring.

Segundo a diretora, as pessoas envolvidas no processo estão muito agradecidas pela sensibilidade dos interessados. “Neste momento, inclusive, tem uma pessoa do Rio do Janeiro na linha, em espera. Tivemos também ligações de São Paulo, do Paraná e do Mato Grosso. Estamos pegando os dados e encaminhando tudo para a equipe técnica, da comarca de Corumbá, onde está sendo feita uma análise minuciosa”, argumentou.

Em seguida, o magistrado é quem vai decidir o caso. “No SNA [Sistema Nacional de Adoção e de Acolhimento] estamos com estas 37 famílias cadastradas e estamos entrando em contato com todas elas. Precisamos saber ao certo se estas pessoas possuem condições emocionais e financeiras, por exemplo, para adoção”, falou Wolfring.

O telefone direto da comarca é (67) 3907-2740, além do (67) 98462-8245 e o e-mail adocao.coordenadoria@tjms.jus.br.

Bebê nasceu com graves problemas de saúde

O bebê necessita de uma família que o adote, já que a mãe biológica faleceu poucos dias após o parto, em Corumbá, cidade a 427 quilômetros de Campo Grande. A mãe não passou pelo pré-natal e, com isso, a bebê nasceu com graves problemas de saúde e está internada em um hospital da Capital.

Sozinha no hospital, pelo fato de nenhuma família se dispôr a acolhê-la, a recém-nascida, de acordo com o setor de adoção do TJ, é o retrato de muitas crianças no Brasil disponíveis para adoção, mas que não encontram acolhimento e ficam sob a guarda do Estado até que completem 18 anos e sejam obrigadas a enfrentar a vida sozinhas.

O juiz Maurício Cleber Miglioranzi Santos, da infância e da adolescência de Corumbá, foi quem relatou a história da bebê, que precisa urgentemente de um lar, de pessoas que a amem e que cuidem dela.

“Em contato com o núcleo psicossocial de Campo Grande, fizemos as buscas no SNA e detectamos 14 casais habilitados para o perfil da recém-nascida, porém, nenhum demonstrou interesse neste caso. Assim, restou-nos a opção de relatar essa triste situação para a sociedade sul-mato-grossense na esperança de que algum casal queira acolher a menina”, diz o juiz.

 

Fonte:MM – Foto- ILUSTRATIVA 

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