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Com vendas recordes, Flytour faz 18 aquisições e retoma planos para IPO

A recuperação nos números da agência de turismo Flytour deixa em dúvida até que ponto a tese do novo normal das companhias, de privilegiar encontros virtuais no pós-pandemia, vingará de fato. O grupo teve faturamento mensal recorde de R$ 610 milhões em abril graças, principalmente, à retomada do segmento corporativo. Esse patamar era previsto apenas para 2024. A expectativa agora é fechar o ano com até R$ 7 bilhões de receitas, o que representará avanço superior a 30% em relação a 2019.

A Flytour foi comprada pela mineira Belvitur no fim do ano passado e é hoje um dos principais braços da holding BeFly, formada a partir do negócio. A oportunidade surgiu com a crise, quando a Flytour teve seu faturamento reduzido a próximo de zero. Os novos donos enxugaram a estrutura de cerca de 2,5 mil funcionários para os 1,4 mil atuais, mas a retomada já reabriu as contratações. Há 100 novas vagas.

Grupo comprou empresas de tecnologia para ganhar eficiência

Um dos legados da pandemia de covid-19 foi o esforço para aumentar a eficiência, com a aquisição de empresas de tecnologia. Até agora, já foram 18 compras. O apetite segue em alta e inclui negócios complementares em turismo. Segundo Marcelo Cohen, CEO da Befly, nos próximos 60 dias devem ser anunciadas duas novas compras. Há ainda outros dez negócios no radar, segundo ele.

A surpresa positiva nos resultados voltou a alimentar os planos do grupo para caminhar rumo à abertura de capital (IPO, na sigla em inglês). Embora reforce que o trabalho agora é deixar a empresa redonda, Cohen diz sofrer assédio de bancos de investimento e traça como perspectiva possível para iniciar os trâmites dentro dois anos. Até lá, a expectativa é que o faturamento alcance os R$ 10 bilhões.

Além da Flytour, a holding também atua no segmento popular por meio da marca Vai Voando, com 300 franquias. Também está no forno o lançamento de uma nova marca para as classes A e B, a BeFly Travel. A previsão é alcançar 500 lojas em três anos, no modelo de franquias.

Fonte: Estadão

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