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Operação da PF contra pedofilia prende advogado em CG e outros 18 pelo Brasil

A operação Lobos II da PF (Polícia Federal) desencadeada no inicio da manhã desta sexta-feira (3), contra pedofilia, prendeu até um advogado em Campo Grande. A reportagem noticiou PF faz operação para resgatar crianças e prender suspeitos de pornografia infantil em todo o Brasil. Na Capital de Mato Grosso do Sul, o que deveria ser o profissional do Direito, foi pego por envolvimento com produção, divulgação e armazenamento de conteúdo de pedofilia. A operação cumpriu 104 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva em 20 Estados, além do Distrito Federal.

Contudo, infelizmente, o nome do acusado não foi liberado pela PF, e nem pela OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil em MS), que por Lei tem que acompanhar “as prerrogativas do advogado”, e membro da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados, acompanhou a busca, apreensão e a prisão do advogado na operação. Após, a ação, a entidade lançou nota (veja abaixo) repudiando o crime e o criminoso.

A PF realizou a ação pelo País, em 55 cidades alvos da operação, sendo que todos os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, resultando em 18 prisões em flagrante por armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantil. Também foram confirmadas sete prisões preventivas. Os mandados foram cumpridos em Alagoas, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins

De acordo com a Polícia Federal, o grupo tinha divisão de tarefas para a produção das imagens, e os sites eram utilizados por mais de 1 milhão de usuários. .As investigações apontaram que o grupo utilizava a deep web para a propagação de material de abuso sexual infantil no Brasil e em diversas partes do mundo. “Os criminosos atuavam com divisão de tarefas, como administradores, moderadores, provedores de suporte de hospedagem, produtores de material e disseminadores de imagens”, registrou a PF.

“Empresa de departamento”

Conforme a Federal. a finalidade era de produzir e realizar a difusão de imagens, fotos e comentários sobre abuso sexual de crianças e adolescentes. O grupo ainda alimentava a demanda por esse tipo de material. Um brasileiro que utilizava a deep web para hospedar e gerenciar cinco dos maiores sites de abuso sexual infantil de toda a rede mundial de computadores foi identificado pelos agentes.

Os sítios e fóruns da dark web eram divididos por temática, com imagens e vídeos de abuso sexual de crianças de 0 a 5 anos, abuso sexual com tortura, abuso sexual de meninos e abuso sexual de meninas.

Os sites eram utilizados por mais de 1,8 milhão de usuários, em todo o mundo, para postar, adquirir e retransmitir materiais relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes, dando a dimensão da necessidade do enfrentamento aos principais fomentadores deste tipo de conduta delituosa.

Os crimes investigados na Operação Lobos II são a venda, produção, disseminação e armazenamento de Pornografia Infantil (arts. 240, 241, 241-A e 241-B do ECA) e estupro de vulnerável (217-A do CPB), sem prejuízo de outros que possam surgir com a continuidade das investigações.

Operação da PF contra pedofilia prende advogado em CG e outros 18 pelo Brasil

O que diz a OAB-MS

“A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB/MS), por meio da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados, acompanhou a busca, apreensão e a prisão de Advogado na Operação Lobos 2, da Polícia Federal, nesta sexta-feira (3), em Campo Grande.

A Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados acompanhou o caso, desde a busca à prisão do suspeito, investigado por envolvimento com a produção, divulgação e armazenamento de conteúdos pornográficos com crianças e adolescentes.

A OAB/MS manifesta seu total repúdio a todo e qualquer ato de pedofilia e tomará as medidas cabíveis, instaurando processo ético que poderá, dependendo do que for apurado, haver a suspensão preventiva do exercício profissional.”

 

Fonte:EnfoqueMS

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