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Campão Cultural também espalha arte colorida por muros e prédios

Os prédios, paredes e muros de Campo Grande estão recebendo cores vibrantes, ganhando um novo significado e sendo preenchidos por figuras com diferentes estilos e impressões. A versatilidade na estética é resultado do trabalho colaborativo de artistas da cidade e de outros estados como Rio de Janeiro e São Paulo.

Através do grafite, o grupo está realizando intervenções artísticas nos espaços e construindo uma mudança no cenário da cidade. A ação faz parte da programação de eventos do Campão Cultural que ocorre simultaneamente em várias regiões da cidade.

No cruzamento das Ruas 26 de Agosto e 13 de Maio, os artistas Rafael Mareco, 29 anos, e Thais Maia, 26 anos, seguem focados na finalização do mural. Na tarde de ontem (01), eles estavam ajustando os últimos detalhes dos desenhos que criaram.

Sem temas definidos, cada grafiteiro teve liberdade de desenvolver e inventar a própria arte. A Maia decidiu produzir quatro gatos com uma estética mais psicodélica e colorida. Ela fala que o amor pelos bichinhos serviu de inspiração na hora de produzir o mural. “Eu gosto de pintar gato, cada um de um jeitinho, porque os pets são muito negligenciados e abandonados. Então, trazer eles para a paisagem urbana é algo que pode fazer as pessoas terem mais empatia”, explica.

Já o MRCO, fez a figura de uma menina com uma lata de spray na mão e pequenos cogumelos. Ele comenta que a proposta dos grafites é trazer algo que abrace todos os estilos. “O tema é diversidade e estamos colocando de pouquinho em pouquinho essa ideia. A galera tá circulando aqui e gostando bastante, porque era um muro apagado”, conta.

Além dos dois, a artista do Rio de Janeiro, Rafamon assina o mural colaborativo. O grafite dela é um beija-flor de asas abertas com as penas nas cores amarelo, laranja, verde, azul, rosa e roxo de diferentes tons.

Ainda na Rua 26 de Agosto, mas no cruzamento com a Avenida Fábio Zahran, os artistas Hero, Amarelo, Curumex, Tita Vilalba, San Martinez e João Ravnos são responsáveis por grafitar painéis do lado esquerdo e direito da via.

Victor Pereira, 25 anos, o Hero, está desenvolvendo um grafite em 3D e prestando homenagem a outras duas pessoas que fazem referência à cultura negra e indígena. “Eu quis fazer um dos estilos do grafite que é o 3D e trouxe meu mestre do Grupo Camuanga de Capoeira Angola, o José Leandro Leite. Eu pedi autorização para a Vitória que é a miss indígena da aldeia urbana Marçal de Souza”, explica.

Painel da índia kadiwéu grávida na Rua 14 de Julho.(Foto: Jéssica Fernandes)

Acostumado a fazer intervenções somente nos bairros, ele revela que realizar o trabalho na área central é diferente. “Por ser centro dá outro impacto, porque não tem tantos trabalhos assim em Campo Grande com essa pegada do grafite”, fala.

Na 14 de Julho com a 15 de Novembro, os artistas mineiros Gramaloka e Hyper estão fazendo uma índia kadiwéu grávida. O trabalho dos dois apareceu na reportagem do Lado B onde o Hyper contou sobre o projeto.

 

 

Fonte:CGN

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