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Nível do rio Paraguai deve fechar o ano com mais água que em 2020

Em época de estiagem no rio Paraguai, as atenções são voltadas principalmente para a situação registrada em Cáceres (MT).

É nessa região que o impacto da chuva vai acumulando-se e tem um impacto direto sobre o nível do rio ao longo de seu curso, com desdobramento em Corumbá, Ladário, até Porto Murtinho.

E após chegar perto do menor nível histórico de seca (-0,61 cm), a partir de novembro houve uma mudança de padrão.

Estimativa feita pelo Serviço Geológico do Brasil do Brasil aponta que o nível do rio Paraguai em 2021 deve atingir índice maior do que o registrado ano passado.

Em dezembro do ano passado, a régua da Marinha em Ladário apontou para 0,20 cm de nível. Conforme o Serviço Geológico, a previsão que em 2021 o nível ficará em 0,88 cm.

Toda essa condição foi identificada após monitoramento em cinco diferentes estações fluviométricas, incluindo Cáceres, Bela Vista do Norte, Ladário, Forte Coimbra e Porto Murtinho.

Houve ainda acompanhamento das chuvas a partir de dados obtidos por satélite para períodos que abrangem até 28 dias futuros.

Os pesquisadores voltam a atenção para a situação em Cáceres porque o nível de chuva nessa região tem capacidade de alterar toda a calha do rio Paraguai em sua extensão de 2.685 km, com nascente em Mato Grosso e foz no Rio Paraná.

A bacia tem como principais afluentes, ainda, em sua margem direita, os rios Cabaçal, Jauru e Sepotuba. Na margem esquerda, os fluxos são dos rios Cuiabá, São Lourenço, Piquiri, Taquari, Negro, Miranda e Apa.

“Importante destacar nesta última semana (dados divulgados em 26 de novembro) o impacto da elevação do nível d’ água do rio Paraguai na estação fluviométrica Cáceres, subindo mais de um metro e atingindo valores próximos à mediana.

Este fato se deve principalmente à incidência de volumes de precipitação significativos ocorridos em sua bacia de contribuição.

Nas demais estações fluviométricas situadas ao longo do rio Paraguai o nível d’água continua ainda se situando na zona de atenção para mínimas (abaixo da cota de permanência de 90%)”, aponta o boletim de monitoramento hidrológico da estiagem na bacia do rio Paraguai, produzido pelo Sistema de Alerta Hidrológico.

 

Fonte:CE

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