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Após dois anos sem partido, Bolsonaro se filia ao Partido Liberal

Está agendada para esta terça-feira (30), às 10h30, a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL (Partido Liberal) . O anúncio foi feito na terça-feira passada (23), em nota divulgada pela assessoria do partido.

Também devem se filiar à legenda nesta terça o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). Por enquanto, os outros dois filhos políticos do presidente, o vereador do Rio Carlos e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), seguirão no Republicanos e no PSL, respectivamente.

Os demais aliados com mandato na Câmara devem aguardar a janela partidária para migrarem para o PL, dado que atualmente a troca de partido pode acarretar perda de mandato.

O evento deveria ter sido realizado no dia último dia 22, mas foi adiado depois que Bolsonaro condicionou a ida para o partido à garantia de que a legenda não iria se coligar a partidos de esquerda nos estados.

De acordo com portal R7, entre as condições impostas por Bolsonaro, está a de que o PL não se alie ao PT, ao PDT nem ao PSOL na Bahia, no Piauí e em Pernambuco. O presidente também estava insatisfeito com o apoio do diretório do PL em São Paulo à candidatura do vice-governador paulista, Rodrigo Garcia (PSDB), ao posto de governador do estado. Bolsonaro não aceitava esse posicionamento, pois entende que o PL estaria dando palco a um dos seus principais rivais políticos, o governador João Doria (PSDB-SP), que se coloca como pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

Na semana passada, no entanto, o partido comandado por Valdemar Costa Neto acabou cedendo às exigências impostas por Bolsonaro. Uma das principais decisões tomadas pela legenda foi não fazer alianças nas eleições do ano que vem com partidos ou políticos que sejam adversários do presidente da República.

O anúncio da filiação de Bolsonaro ao PL causou a rejeição de parte da bancada do partido na Câmara e de lideranças regionais da legenda no Norte e no Nordeste. “Não tenho nenhuma condição política de estar no mesmo palanque do presidente Bolsonaro”, declarou o deputado Marcelo Ramos (PL/AM), primeiro vice-presidente da Câmara.

 

Fonte:EnfoqueMS

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