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Junto a Sebastião Salgado, fotógrafo de MS leva o Pantanal em nova exposição

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Desde a última quinta-feira  (25), em São Paulo, as belezas pantaneira estão sendo exibidas após serem eternizadas pelas lentes do fotógrafo sul-mato-grossense Alexis Prappas. O profissional, que é de Campo Grande, expõe seus cliques juntos a um dos maiores nomes da fotografia mundial, Sebastião Salgado.

A exposição “Pantanal e a Physis: olhar o presente para ver o futuro” reúne fotografias das viagens que Prappas fez ao Pantanal de MS. Mesmo com um dos maiores incêndios da história do bioma, ocorridos no ano passado, além da seca de agora, as imagens destacam um bioma resiliente.

                                          Clique “Destruição” (Foto: Alexis Prappas)

Para o fotógrafo, é um diálogo entre a devastação da terra, o poder que ela tem de perseverar e a rotina de lida do homem pantaneiro e da natureza que ressurge em exuberância.

“A fotografia tem um peso muito forte para influenciar as pessoas e conscientizar. É uma mensagem que ajuda a despertar o interesse em entender um pouco melhor o que é o Pantanal e aliado a este trabalho, levar o nome de instituições que têm a missão de proteger a fauna, a flora e as reservas”, descreveu Alexis Prappas em entrevista ao site Campo Grande News.

                     Obra “Perseverança” (Foto: Alexis Prappas)

Entre as cinco obras selecionadas, uma que se destaca é uma imagem panorâmica aérea produzida em co-autoria com o filmmaker Giulliano Gondin. Juntos, a dupla percorrereu a região da Serra do Amolar, a mais afetada pelos incêndios de 2020. O material acabou se transformando no documentário de mesmo nome, “Amolar”.

“A fotografia é fundamental para que o fogo no Pantanal não seja esquecido. Capturar essa linha do tempo serve também pra que a gente não se esqueça que a resiliência da natureza tem muito mais poder que a do homem. Preservar o meio e sua cultura hoje significa preservar a nós mesmos amanhã”, finalizou Prappas ao Campo Grande News.

            Imagem aérea e panorâmica “Amplitude” (Foto: Alexis Prappas/Giulliano Gondin)

Sob curadoria do diretor geral do Museu Belas Artes de SP, Roberto Bertani, a exposição está aberta ao público até 20 de janeiro de 2022. A mostra também reúne obras de Sebastião Salgado, Victor Chahin e Bia Dória.

Para quem visitar a capital paulista no período, o endereço da Galeria Roberto Camasmie fica na rua Bela Cintra, 1992, bairro Jardins, em São Paulo.

Fonte: OPantaneiro

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