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Mayra leva bronze e é a 1ª brasileira com 3 medalhas em esportes individuais

A judoca Mayra Aguiar, 29 anos, conquistou o bronze nas Olimpíadas 2020 nesta quinta-feira (29) e se tornou a primeira brasileira a ganhar três medalhas olímpicas em esportes individuais.

Ela também se consagrou como a primeira atleta do judô do Brasil a conseguir três pódios olímpicos, repetindo o terceiro lugar na categoria até 78 kg que já havia conquistado nos Jogos de Londres-2012 e Rio-2016.

Na disputa do bronze em Tóquio, Mayra venceu a sul-coreana Hyunji Yoon por ippon, com uma imobilização sobre a adversária com apenas 1 minuto e 18 segundos de luta.

A medalha de Mayra é a sexta do Brasil nos Jogos de 2020 — veja o quadro de medalhas atualizado.

Mesmo assim, Mayra conseguiu se recuperar a tempo de disputar sua quarta Olimpíada – ela também competiu em Pequim-2008, com uma derrota na estreia da categoria até 70 kg. “Estou bem emocionada mesmo. Acho que é a conquista mais importante para mim”, disse, à TV Globo, logo após conquistar o bronze.

“Foi bem difícil esses últimos anos, esses últimos tempos. Tem que superar, e tem que superar de novo, e de novo… não aguentava mais fazer cirurgia, estava muito cansada. É muito desgastante passar por tudo isso, ainda mais no momento que a gente estava vivendo”, lembrou a judoca.

Agora, a judoca afirma que já inicia a sua preparação para os Jogos de Paris, em 2024, onde buscará o inédito título olímpico. “São 3 anos, passa rápido. Agora é voltar para casa, recuperar e continuar lutando, porque quero estar em Paris e quero esse ouro também.”

Além dos três bronzes olímpicos, Mayra também ganhou seis medalhas em Mundiai: dois ouros (2014 e 2017), uma prata (2010) e três bronzes (2011, 2013 e 2019).

Mayra Aguiar conquistou bronze no judô após imobilizar a coreana Hyunji Yoon
Mayra Aguiar consegue ippon após imobilizar a sul-coreana Hyunji Yoon Foto: Chris Graythen – 29.jul.2021/Getty Images

A campanha do bronze

Mayra estreou diante da israelense Inbar Lanir, já nas oitavas de final da categoria até 78 kg. E a luta durou apenas 40 segundos, tempo necessário para a brasileira aplicar um ippon. Só que se a primeira passagem pelo tatame foi curta e vitoriosa, o que aconteceu na segunda foi o contrário.

Mayra encarou a alemã Anna-Maria Wagner e viu a atual campeã mundial acabar com o sonho do seu primeiro título olímpico. Nos 4 minutos iniciais, a brasileira foi mais agressiva, mas não conseguiu encaixar o golpe que lhe daria a vitória. Já no golden score, foi anulada pela rival, que aplicou um ippon com 3min47, assegurando a vitória e a passagem às semifinais. Ficou a impressão de que a falta de ritmo a atrapalhou em uma luta mais longa.

Na repescagem, Mayra contou com punições para avançar à luta pelo bronze. A russa Aleksandra Babintseva recebeu três advertências por fugir do combate. Na visão do juiz, ela buscou escapar de um golpe com a cabeça, evitou a pegada da brasileira e saiu da área de luta.

Judô é a modalidade mais premiada do Brasil

Para o judô brasileiro, a medalha de Mayra em Tóquio é a segunda nas Olimpíadas 2020 — Daniel Cargnin também ganhou o bronze, na categoria até 66 kg — e a 24ª na história dos Jogos.

O esporte de luta de origem japonesa foi o que mais assegurou medalhas na trajetória brasileira nos Jogos Olímpicos: são quatro ouros, três pratas e 15 bronzes.

A tradição do judô brasileiro nas Olimpíadas também se reflete no retrospecto do país na competição. São dez edições consecutivas, desde Los Angeles-1984, que o Brasil conquista uma medalha nos Jogos. A primeira delas havia ocorrido 12 anos antes, em Munique-1972, com o bronze de Chiaki Ishii, nascido no Japão e naturalizado brasileiro.

Derrota precoce de Buzacarini

Já a participação de Rafael Buzacarini (até 100kg) não foi além da primeira luta em Tóquio. Diante do belga Toma Nikiforov, o atual campeão europeu, o brasileiro vinha fazendo um combate equilibrado e até tendo mais iniciativa, mas levou um wazari a 38 segundos do fim e não conseguiu mais se recuperar.

“Sabia que seria uma luta dura e acabei sofrendo o golpe. Perdi. Eu fico triste. Dei tudo o que eu tinha. Só agradeço a chance de lutar em mais uma Olimpíadas, mas poderia ir mais longe. Desculpa a todos. Eu tentei”, disse Buzacarini, chorando, ao SportV.

Fonte: CNNBr

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