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Mais de 2,1 mil famílias pantaneiras tem energia elétrica inédita

Aos 59 anos de idade, é a primeira vez que Enaurina da Silva Rodrigues vai ter energia elétrica em casa. Pescadora pantaneira, ela nasceu na região do Paiaguás e desde ontem, ela pôde comemorar a chegada da luz. “As comidas não estragam mais”, se alegra ao contar.

Ela e a família, composta de dois filhos, o genro e três netos, estão entre os 2.167 em todo Pantanal que conquistaram a energia elétrica com o projeto Ilumina Pantanal, que é parceria do Governo de Mato Grosso do Sul, Ministério de Minas e Energia e a concessionária Energisa. O objetivo é atender todo esse público por completo até junho do ano que vem.

“Ganhei uma geladeira da Energisa e agora tenho água gelada para tomar, as comidas não estragam mais, posso assistir a tevê que ganhei do meu sobrinho. Só não preciso mesmo é do ventilador porque sou pantaneira, acostumada com o clima daqui”, ressaltou Enaurina.

O lançamento oficial foi feito hoje no Porto São Pedro, no Pantanal de Corumbá. De todas as famílias, 77 recebem energia elétrica tradicional, com torres e cabos. As demais – 2.090 – energia solar. Para o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, presente no ato, “Mato Grosso do Sul é referência em energia renovável, seja ela da biomassa, seja ela solar”, disse.

Enaurina mostra ao governador e ao ministro, garrafa com gelo que retirou de sua nova geladeira. (Foto: Chico Ribeiro - Governo de MS)
Enaurina mostra ao governador e ao ministro, garrafa com gelo que retirou de sua nova geladeira. (Foto: Chico Ribeiro – Governo de MS)

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) destacou que a chegada do insumo energético é “uma dádiva sonhada” e um “ganho para todos nós, para Mato Grosso do Sul e, principalmente, para o homem e a mulher pantaneiros”.

O projeto, com custo de R$ 134 milhões, vai beneficiar habitantes nos municípios de Corumbá, Aquidauana, Coxim, Ladário, Porto Murtinho, Rio Verde e Miranda, numa extensão de 90 mil Km². Os painéis de geração solar são individuais com sistema de baterias, operando off-grid, ou seja, sem conexão com as redes de distribuição. Também é sem custo para fazendeiros e ribeirinhos, com uma tarifa social de R$ 30,00.

Os ribeirinhos representam 45% da população pantaneira nos sete municípios – 3,4 mil moradores. A energia convencional foi implantada, inicialmente, em localidades da Nhecolândia, em Corumbá, com redes de distribuição abrangendo a Estrada-Parque e a fazenda Nhumirim, da Embrapa, e chegando ao centro da subregião por Rio Verde. Não avançou porque a implantação de subestações foi descartada pela extensão do bioma e impactos ambientais.

Fonte: CGN

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