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Bonito e Jardim tem áreas queimadas monitoradas pelo GRETAP

Em monitoramento na última semana das áreas queimadas na região de Bonito e Jardim, o Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (GRETAP) não encontrou animais vítimas de fogo, apenas registros de de fauna ativa.

Conforme relata a médica veterinária, Nataly Nogueira Ribeiro Pinto, durante o período, foi possível observar vários indícios de uso das áreas queimadas pelos animais, sendo possível a observação de cervídeos, tamanduá mirim, tatu, anta, ema e demais espécies de aves. “Como médica veterinária, pude visualizar e avaliar alguns animais à distância, os quais se mostraram saudáveis, alertas e responsivos ao ambiente. Isso mostra que as áreas verdes ao entorno do fogo serviram como abrigo e fonte de água e alimento para esses animais, permitindo que se mantivessem saudáveis. Outro ponto que reforça esta ideia é a ausência de observação de carcaças carbonizadas”, explica.

Nas imagens aéreas, feitas por drone, é possível ver as “ilhas” de vegetação que não queimaram. Sendo assim, alguns remanescentes de floresta continuam em pé, e por isso a matriz da paisagem permitiu que os animais fugissem do fogo.

Também houve chuva nos últimos dias e já é possível encontrar rebrotamento na vegetação que foi queimada. Conforme explica a coordenadora do GRETAP, doutora Paula Helena, da UCDB e CRMV/MS, o GRETAP foi acionado pela Prefeitura de Bonito, através da Secretaria de Meio Ambiente, para que fossem até o local em vista de atendimento animais, caso tivesse necessidade.

“Nosso monitoramento é na região do Parque Estadual do Taquari, porém acompanhamos também os acontecimentos no Parque Nacional das Emas, para antecipar qualquer chegada do fogo. Acompanhamos via satélite e fazemos contatos nos respectivos pontos”, explica Paula Helena.

Sobre o GRETAP

Ao todo 11 instituições que fazem parte do GRETAP-MS: a Semagro, Imasul, CRMV-MS, UCDB, Ibama, Instituto Tamanduá, Instituto do Homem Pantaneiro – IHP, Fundação Municipal do Meio Ambiente de Corumbá, UFMS, PMA e Corpo de Bombeiros.

Ele surgiu diante da necessidade da atuação de profissionais na área de Resgate Técnico Animal durante as queimadas que atingiram o Pantanal/MS em 2020, ano em que a equipe atendeu 102 animais diretamente com cuidados veterinários, translocação ou assistencialismo direto, além dos inúmeros animais que receberam assistencialismo indireto por meio dos pontos de alimentação.

Todo o trabalho realizando só é possível graças às muitas doações!! Com as doações de medicamentos foi possível, ainda, estender o atendimento aos animais domésticos da Serra do Amolar.

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