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SESI amplia horizontes e lança desafios para os jovens

Realidade desde 2006, a robótica educacional faz parte da grade curricular do SESI, sendo pioneiro na implantação dessa disciplina. Nas mais de 500 escolas da rede, a instituição oferece ensino orientado às necessidades do mundo do trabalho por meio de ferramentas e currículos inovadores.

A robótica educacional é um programa de atividades práticas que desenvolve múltiplas habilidades nos estudantes. Além de oferecer a metodologia STEAM (acrônimo em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), estimula a criação, o planejamento e o trabalho em equipe.

Durante as aulas, os estudantes são expostos a problemas do cotidiano para criar soluções inovadoras por meio da tecnologia. Dessa maneira, desenvolvem um olhar curioso para qualquer tipo de desafio e pensam de forma criativa, eficiente, lúdica e prática, aplicando os ensinamentos ao longo da vida escolar.

De acordo com Paulo Mól (Diretor de Operações do Serviço Social da Indústria – SESI), o investimento em robótica veio para modernizar o modelo de ensino, melhorar a qualidade da educação e as posições do país nos rankings educacionais internacionais.

Os resultados de 2018, edição mais recente do Programme for International Student Assessment (PISA), revelaram que o desempenho dos estudantes no Brasil estava significativamente abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em ciências (404 pontos, em comparação com uma média de 489 pontos), leitura (413 pontos, contra 487 pontos, em média) e matemática (384 pontos, contra uma pontuação média de 489).

Para incentivar ainda mais os alunos, desde 2013, o SESI promove torneios de robótica. E até hoje, mais de 30 mil estudantes já participaram das disputas – regionais, nacionais e internacionais, conquistando resultados bastante expressivos.

Em 2019, o Brasil foi representado por 26 times nas categorias FTC (First Tech Challenge) e FLL (First Lego League) mundo afora. Esse número é um recorde de participação. Essas equipes conquistaram 33 prêmios em disputas nos Estados Unidos, Turquia, Uruguai, Líbano e Austrália. Em oito temporadas internacionais, os estudantes brasileiros ganharam mais de 60 prêmios.

No ano passado, durante a última edição do torneio regional de robótica promovido pelo SESI, foram mais de 5 mil estudantes inscritos. Um dos grandes destaques foi o significativo aumento da participação das meninas, que somaram mais de 2.200 estudantes, 43% do público.

Essas competições despertam nos jovens a curiosidade e a criatividade para solucionar problemas reais. Alguns exemplos recentes são: o “Desafio Covid-19” e o “Desafio Relâmpago – Volta às Aulas”. Juntos, esses projetos mobilizaram 2.656 estudantes, de escolas públicas e privadas, em busca de soluções para prevenir a disseminação do novo coronavírus.

Alunos, entre 9 a 18 anos de idade, apresentaram projetos inovadores como um verniz com ingredientes naturais que desinfeta superfícies e cria uma película protetora, sistemas de monitoramento de aglomerações, filtros sanitizantes para vasos sanitários e um álcool em gel à base de casca de laranja.

O Festival SESI de Robótica é, sobretudo, um processo de aprendizagem e de convencimento de que os resultados são reais e que podem revolucionar através de soluções criadas para problemas em diversos campos.

Um exercício que estimula também competências fundamentais para o profissional do futuro como: espírito investigativo, cooperação, diálogo, pesquisa e tomada de decisões.

Atualmente a robótica e a automação são consideradas áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico em todo mundo e estão presentes em pequenas e grandes corporações de todos os setores.

Fonte: CNNBr

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