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Deportados os 224 bolivianos que foram interceptados em seis ônibus de viagem

Escoltados pela PF (Polícia Federal) com apoio da PRF (Polícia Rodoviária Federal), os 224 bolivianos que entraram ilegalmente no Brasil, via Mato Grosso do Sul, foram deportados para a Bolívia, na madrugada desta terça-feira (17), no mesmos coletivos que vieram. O comboio saiu  às 4h de Campo Grande.

O grupo estava em seis ônibus da Empresa Andorinha quando foram interceptados, na BR-262, em Terenos. O destino deles, apurado pela reportagem, era São Paulo (SP). Os ônibus foram vistoriados pelas equipes. Nenhum material ilícito foi encontrado.

A PF vai apurar eventual crime de migração ilegal, tipificado no artigo 232-A do Código Penal. Após os procedimentos de Polícia Judiciária e migratórios, a PF deu início à imediata deportação dos cidadãos bolivianos. O deslocamento foi em comboio, mas segundo a PF foram lavrados 196 autos de deportação individuais.

Bolivianos aguardando enquanto policiais verificavam a documentação e a bagagem deles (Foto: Paulo Francis)Bolivianos aguardando enquanto policiais verificavam a documentação e a bagagem deles (Foto: Paulo Francis)

Enfileirados – Enquanto aguardavam enfileirados a conclusão dos trabalhos, os bolivianos reafirmaram a versão de que estavam indo fazer compras em São Paulo. Desde sábado (dia 14) a entrada de estrangeiros via terrestre no país está proibida em razão da contaminação por covid-19. A medida vale por 30 dias.

Por meio de nota, a empresa Andorinha (dona dos seis ônibus) informou que fez o fretamento para agentes bolivianos e passageiros em Corumbá. Segundo o texto, trata-se de uma contratação legal e regular na empresa, os ônibus partiram de Corumbá. Também informou que forneceu a lista de passageiros, como foi passada pelos contratantes, às autoridades. “Se há passageiros irregulares, cabe aos contratantes checarem”, segundo a empresa.

Interceptação – Pela dinâmica da interceptação, a suspeita da polícia é de que o grupo seguia para São Paulo a trabalho e não para fazer compras. Outra situação que será apurada envolve a contratação da empresa de transporte que alugou os ônibus ao grupo. Conforme a PRF, será analisado a forma como os veículos foram alugados e, se ficar constatado irregularidade no transporte e, principalmente, que a empresa sabia das intenções dos bolivianos, poderá ser multada pela ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre).

 

 

 

 

Fonte:CGN

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