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Celulares pós-pagos ultrapassam os pré-pagos no Brasil

De acordo com relatório divulgado pela Anatel, dados referentes ao mercado de telefonia nacional revelam que, em setembro de 2020, o número de linhas pós-pagas no segmento de celulares ultrapassou o de linhas pré-pagas no Brasil. No total, 50,3% dos mais de 228 milhões de cadastros se valem do método de pagamento após o uso – algo atribuído à popularização de ofertas que contemplam pacotes especiais de WhatsApp e ligações a qualquer operadora.

Nesta categoria, são considerados também os chamados planos controle, um meio-termo do investimento entre os dois citados. De qualquer modo, tais soluções costumam oferecer benefícios aos consumidores, a exemplo de franquia de dados ampliada, descontos em aparelhos e afins. Além disso, a possibilidade de adicionar linhas dependentes e expandir o contrato para os planos familiares costuma atrair clientes.

Apesar de uma virada esperada, a novidade é surpreendente quando se considera que, em fevereiro de 2005, 80,3% das linhas móveis eram pré-pagas, cujo pico se deu em 2010, ano em que 82,6% se encaixavam na categoria. A partir de 2012, houve alta no segmento pós-pago – que, agora, se estabeleceu como o mais utilizado.

Mudança de comportamento

Caracterizados como um movimento importante para a democratização do acesso à telefonia, planos pré-pagos foram muito populares até a disseminação de smartphones, que, contando com aplicativos diversos, incluindo os de mensagens – que exigem pacotes de dados aprimorados –, demandaram a ampliação de soluções. Sendo assim, buscando incentivar a adoção de um modelo de cobrança mais vantajoso, operadoras começaram, em 2017, a lançar planos pós-pagos cada vez mais atraentes, o que, aparentemente deu resultado.

Em relação à competição entre as empresas, a Vivo é a líder isolada, com 38,3% dos contratos. Claro (29,3%), Tim (18,9%) e Oi (11,1%) vêm logo a seguir – sendo que as duas últimas continuam com mais linhas pré-pagas. No caso da Claro, sua presença de mercado foi intensificada após a aquisição da Nextel – pois a companhia adquirida continha, em seu portfólio, 3,3 milhões de linhas, 98,3% pós-pagas.

Fonte:TecMundo
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